Isso, tanto para os saudosos de Chico Science e pelo icônico álbum "Afrociberdelia", quanto para os que seguem acompanhando a banda, na estrada há quase 35 anos.
“Isso aqui é uma resistência, para que a música do Brasil, a música autoral se mostre e se propague”, disse Jorge Du Peixe à multidão que prestigiou o show no palco Brasil.
Era apenas o início de um momento especial no festival, com canções que consolidam a história de um dos principais nomes da música pernambucana e que voltou ao evento em Ribeirão Preto depois de nove anos.
Nação Zumbi levantou público com manguebeat no João Rock, em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Igor do Vale/g1
“Vamos dançar e mexer o esqueleto e cantar junto” disse o cantor, antes de começar o show com "Computadores Fazem Arte", música icônica do álbum Da Lama ao Caos (1994).
“Não pense que você é o primeiro. A pensar desse jeito alguém já deve ter pensado igual em algum outro lugar", seguiu a banda, com "Defeito Perfeito", lançada em 2014. Do mesmo álbum viria também “Foi de Amor.”
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Com um “Viva Chico”, aclamado pelo público, a banda seguiu com “Novas Auroras”, mas logo entoou “Um Passeio no Mundo Livre", faixa clássica de Science e da Nação no Afrociberdelia (1996), álbum que inspira a turnê mais recente do grupo, o último gravado antes da morte de Chico em 1997.
Nação Zumbi voltou ao João Rock, em Ribeirão Preto (SP), depois de nove anos. — Foto: Igor do Vale/g1
Do mesmo projeto, os pernambucanos arrancaram aplausos com "Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada". Era um aperitivo para o clássico "Manguetown". Do mesmo projeto, mais tarde também viria "O Cidadão do Mundo."
Com "Samba Makossa" e "Banditismo por uma questão de classe", Jorge e companhia voltaram a 1994 e elevaram a nostalgia dos fãs. Na sequência, a banda desacelerou as batidas com "Um Sonho", mas o público continuou empolgado.
"Estão comendo o mundo pelas beiradas. Roendo tudo, quase não sobra nada", cantou a multidão o trecho da música lançada pelos pernambucanos em 2014.
Mas os ânimos logo voltaram a esquentar. Era hora de cantar ao balanço das rimas rápidas e batidas de "Quando a Maré Encher", sucesso dos anos 2000 também conhecido na voz de Cássia Eller.
Já com a noite tomando conta do Parque Permanente de Exposições e para encerrar sua participação no festival no interior de São Paulo, o Nação Zumbi atendeu as expectativas e deixou um gostinho de "quero mais" quando tocou a quase obrigatória "Maracatu Atômico", um dos maiores sucessos do grupo, também parte do icônico "Afrociberdelia".
Jorge Du Peixe, vocalista do Nação Zumbi, em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Igor do Vale/g1