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O quarteto britânico composto por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr conquistou (e ainda conquista) gerações com sua música. Reunidos em 1960, os Beatles são, até os dias de hoje, reconhecidos como a maior e mais influente banda da história da humanidade, com 13 álbuns de estúdio lançados entre 1963 e 1970 e mais de 1 bilhão de discos vendidos. Essa influência fez com que não fosse surpreendente quando a Sony Pictures anunciou o desenvolvimento de uma cinebiografia do grupo, com lançamento previsto para 2028 — mesmo que seja uma produção tão excêntrica a ponto de apostar em não só um, mas quatro filmes dedicados a cada beatle individualmente.
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Sob a direção de Sam Mendes (Beleza Americana, 1997), a produção tem gerado expectativa pela sua grandiosidade. Alguns questionam evitar que quatro filmes, com um tempo agregado de aproximadamente sete horas de conteúdo e contando diferentes versões da mesma história, não se tornem repetitivos e cansativos para o público. Outros apontam para uma possível versão “chapa branca” da história da banda, já que o fato de o projeto contar com a autorização de todos os membros sobreviventes e das famílias dos falecidos poderia significar a ausência de polêmicas, como brigas internas ou uso de drogas.
No entanto, nenhum aspecto da obra tem sido tão comentado quanto a escolha dos quatro atores que representaram o Fab Four. Utilizando uma descrição feita pela emissora britânica BBC, Mendes selecionou os “namoradinhos da internet” para protagonizar sua megaprodução: atores na casa dos 30 anos, com produções recentes de destaque e que foram definidos como indivíduos “por quem todo o seu feed do Twitter tem uma queda ao mesmo tempo”.
A coluna GENTE traz um perfil dos “futuros” Lennon, McCartney, Harrison e Starr.
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Harris Dickinson, John Lennon
Nascido em Londres, na Inglaterra, Harris Dickinson soube cedo que nasceu para a dramaturgia. Ele entrou em contato com a atuação aos 15, e, dois anos depois, abandonou a escola, determinado a focar na carreira de ator. Aos 30 anos, é difícil argumentar que esta não foi uma escolha acertada. Dickinson se tornou um queridinho da crítica após atuações destacadas em produções independentes, e seu papel de destaque em Babygirl, onde representa um estagiário que vive um romance intenso com a CEO de sua empresa, representada por Nicole Kidman, garantiu que o grande público também nutrisse simpatia por ele — além de uma grande quantidade de suspiros apaixonados.
Paul Mescal, Paul McCartney
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Indicado ao Óscar de Melhor Ator em 2023 por sua participação em Aftersun, Paul Mescal é considerado um dos jovens nomes mais talentosos de Hollywood no momento. O irlandês de 30 anos fez a transição para produções de grande orçamento com Gladiador II, de Ridley Scott, em que fez o papel de Hanno, protagonista do épico. Desde que foi escalado, Mescal tem se entregado ao papel de McCartney, chegando a se reunir com frequência junto ao xará e até mesmo aprendendo a tocar guitarra com a mão esquerda, emulando o ícone.
Joseph Quinn, George Harrison
Aos 32 anos, Joseph Quinn ganhou destaque no mainstream ao representar o adorado Eddie Munson na série Stranger Things, da Netflix. Embora tenha se feito presente por uma única temporada, sua participação marcante foi suficiente para impulsionar a carreira do inglês, que contracenou com Mescal em Gladiador II e conseguiu um valioso contrato para representar Johnny Storm, o Tocha Humana, nos filmes da Marvel.
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Barry Keoghan, Ringo Starr
Selecionado para representar o mais “injustiçado” dos Beatles, o irlandês Barry Keoghan passa longe de sofrer com a falta de prestígio que atingiu Ringo ao longo da carreira. Mais velho entre os atores selecionados, com 33 anos, ele iniciou a carreira cedo, aos 11, estudando atuação na notória Bow Street Academy, lar de diversos jovens talentos irlandeses como Niamh Algar e Peter Claffey. Seu momento de maior destaque ocorreu em 2023, quando foi premiado com o BAFTA de melhor ator coadjuvante por Os Banshees de Inisherin.
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