Esportes
Peter O’Reilly, vice-executivo da liga, reforça investimento estrutural nos mercados internacionais visando a estreia nos Jogos Olímpicos
07/09/2026 02:00

Da distribuição de kits nas escolas à criação de um campeonato de elite, a NFL quer usar o flag football para democratizar o futebol americano no mundo. Em entrevista coletiva, Peter O’Reilly, vice-presidente executivo da liga, afirmou que a estratégia busca introduzir o esporte desde a infância para formar novas gerações de praticantes e torcedores.
“Nós estamos totalmente comprometidos com o flag football em todos os mercados em que atuamos. É uma maneira natural e eficiente de aprender o esporte, e mal podemos esperar para vê-lo no palco olímpico em menos de dois anos”, afirmou O’Reilly.
Na Irlanda, por exemplo, a NFL entrega kits com bolas e cintos de flag para todas as escolas. O objetivo é ensinar as regras do jogo desde cedo e preparar o público para a estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

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Matthew Huang/Icon Sportswire via Getty Images

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Chris Graythen/Getty Images
Segundo o dirigente, o interesse pelo esporte cresceu tanto que as seleções masculinas e femininas estão cada vez mais fortes.
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“Foi fantástico ver como a competição continua crescendo e como aumenta a competitividade entre os países. Nesse nível de elite, no nível olímpico, há muita disputa tanto no feminino quanto no masculino”, observou o dirigente.
Para dar um passo além, a NFL anunciou a criação de um campeonato profissional para homens e mulheres. O torneio será feito com a Federação Internacional da modalidade, com início previsto para o meio do ano que vem.
Apesar da sede do torneio ficar na América do Norte, a ideia é reunir os melhores atletas do planeta. A liga quer aproveitar os destaques do último Mundial para transformar a nova competição na principal referência do esporte.
“Desde o início, esta será uma liga global. Ela terá os melhores jogadores e jogadoras de flag football do mundo e será bem coordenada com o calendário internacional”, explicou.
Essa aposta no flag football ajuda a NFL a criar raízes em países onde os jogos oficiais da temporada regular ainda não chegaram. O dirigente também aproveitou para derrubar o mito de que os eventos da liga no exterior dependem de americanos para lotar as arquibancadas.
“Às vezes existe a ideia errada de que os estádios são ocupados por americanos. Em média, só 10% ou menos viajam dos Estados Unidos. Esses jogos são ocupados, na maioria, por torcedores locais e de países vizinhos”, concluiu O’Reilly.