No RJ, Lula diz que se Trump "meter a mão" na eleição, "vai perder"

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Fala acontece dois dias após discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU, em que ele disse que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”

24/09/2026 15:24

Ricardo Stuckert
No RJ, Lula diz que se Trump “meter a mão” na eleição, “vai perder”

São Gonçalo (RJ) e Brasília — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a falar nesta quinta-feira (24/9) sobre a possibilidade de interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições brasileiras deste ano. Segundo o petista, o norte-americano “vai perder” se resolver “meter a mão” no processo eleitoral.

“Eu disse para o Trump que nas eleições aqui, se ele meter a mão, vai perder aqui as eleições. A gente não vai aceitar a ingerência de ninguém. Esse país que a gente quer está na mão de vocês”, afirmou Lula a 10 dias das Eleições Gerais de 2026, marcadas para 4 de outubro.

A declaração foi dada durante comício em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. No município, o presidente realizou uma caminhada ao logo dos candidatos ao governo do estado Eduardo Paes (PSD), e ao Senado, Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD).

A fala acontece dois dias após o discurso do presidente na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na terça-feira (22/9).

Na ocasião, sem citar diretamente os EUA, Lula defendeu a soberania brasileira e disse que o país não permitirá interferências externas no processo eleitoral.

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“Sob o olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre, não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano”, declarou.

Candidato à reeleição, o petista também pontuou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” e afirmou que o processo eleitoral brasileiro é “moderno e robusto”. Lula defendeu ainda que, no próximo 4 de outubro, os brasileiros escolherão entre a “democracia e negacionismo”.