Nova pesquisa mostra Lula na frente, mas indica uma tendência preocupante para o petista

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue liderando a disputa presidencial de 2026, mas a nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda, 13, revela um movimento que pode alterar a dinâmica da campanha nos próximos meses. Durante o programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o cientista político Leonardo Barreto afirmou que o levantamento aponta os primeiros sinais de migração de eleitores para fora dos dois principais polos da disputa (este texto é um resumo do vídeo acima).

No cenário estimulado de primeiro turno apresentado pela pesquisa, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 34% do senador Flávio Bolsonaro. Atrás deles surgem Ronaldo Caiado, com 5%; Renan Santos e Romeu Zema, ambos com 4%; Joaquim Barbosa e Augusto Cury, com 2% cada; e Aécio Neves, citado por 1% dos entrevistados apesar de já ter anunciado a desistência da candidatura.

O que mudou no comportamento do eleitor?

Segundo Barreto, a principal novidade da pesquisa não está na liderança de Lula, mas na movimentação observada entre os eleitores.”O principal destaque que eu trago é o início de uma saída dos polos”, afirmou.

Na avaliação do cientista político, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro perderam parte de suas intenções de voto em relação ao levantamento anterior. Esses eleitores, segundo ele, passaram a migrar principalmente para três grupos: os que declaram voto branco ou nulo, os indecisos e os que preferem outros candidatos.

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Barreto destacou que esse comportamento aparece com mais clareza quando os dados são analisados de forma desagregada. Segundo ele, Lula e Flávio perderam três pontos percentuais cada, enquanto cresceram, em conjunto, as opções de voto branco e nulo, os indecisos e os demais candidatos.

A polarização começa a perder força?

Para o especialista, a pesquisa coloca em teste uma das principais hipóteses que orientam a análise da disputa presidencial. De um lado, existe a avaliação de que o eleitorado brasileiro permanece consolidado em torno da polarização entre Lula e o principal nome da oposição. De outro, surge a possibilidade de que parte desse comportamento seja resultado de uma inércia política que pode diminuir à medida que a campanha avance. “Na medida em que a eleição vai sendo agendada, que ele vai recebendo mais informações, ele pode ir mudando de posição”, disse.

Segundo ele, o levantamento mostra justamente “o início de uma mudança de posição dessa saída dos polos”, indicando que uma parcela do eleitorado começa a considerar alternativas além dos dois principais candidatos.

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Lula e Flávio já encontraram seus tetos?

Outro ponto destacado por Barreto é que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro apresentam, neste momento, eleitorados relativamente consolidados, mas ainda insuficientes para garantir uma vitória confortável. “O Lula tem piso alto. É o mesmo caso do Flávio: um piso alto e um teto que é insuficiente até agora para vencer essa eleição”, afirmou.

Na avaliação do cientista político, esse cenário ajuda a explicar o crescimento de eleitores que hoje preferem outros candidatos ou ainda não definiram seu voto.

Os adversários da terceira via podem crescer?

Ao apresentar os cenários de segundo turno, Laísa observou que nenhum dos demais pré-candidatos testados pela BTG/Nexus consegue repetir o desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro.

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Na pesquisa, Lula venceria Flávio por 47% a 44%. Contra Romeu Zema, o presidente teria 47% contra 40%; diante de Ronaldo Caiado, venceria por 47% a 38%; e, contra Renan Santos, alcançaria 49%, enquanto o adversário registraria 35%.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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