Extraterrestre, portal para outra dimensão ou simplesmente uma nuvem? Uma formação curiosa em formato de rolo apareceu no céu de Boituva, no interior de São Paulo, na manhã de sexta-feira (7), e chamou a atenção de um morador que passava pela Rodovia Vicente Palma (SP-129).
O responsável pelos registros é Rodolfo Cruz, de 39 anos. Imagens feitas por ele mostram a formação cobrindo parte do céu da cidade. Ele contou ao g1 que fez as fotos por volta das 7h, quando saía do condomínio onde os pais moram para ir ao trabalho. Entenda o fenômeno abaixo.
“Quando vi aquela formação no céu, o impacto visual foi tanto que não pensei duas vezes e registrei a cena. Um espetáculo da natureza”, contou Rodolfo à reportagem.

Entenda a formação da nuvem rolo
Segundo Rodolfo, foi a primeira vez que presenciou uma nuvem desse tipo. Ele disse que costuma registrar paisagens e formações no céu.
“Fiquei realmente impressionado com a cena, a formação da nuvem rolo estava perfeita e chamou muito a atenção na hora. É muito gratificante ver a força da natureza assim de pertinho”, relatou Rodolfo.
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Mas afinal, o que é uma nuvem rolo? Para explicar mais sobre o fenômeno meteorológico, o g1 conversou com um agrometeorologista que esclareceu a formação incomum.
☁️Entenda o fenômeno
Especialista explicou ao g1 que a formação ocorre pelo encontro do ar frio com o quente — Foto: Arquivo pessoal/Rodolfo Cruz
Ao g1, o professor doutor em agrometeorologia na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) em Buri (SP), Daniel Silveira Pinto Nassif, de 47 anos, que mora há oito anos em Itapetininga, explicou que a nuvem rolo se forma a partir do encontro das massas de ar frio e quente.
“Nesse encontro, ocorre a condensação de água. Ela fica em forma de rolo devido à subida do ar quente e à descida do ar frio”, esclareceu o professor.
🔎 A condensação acontece quando o vapor de água presente no ar esfria e se transforma em pequenas gotículas de água. É o mesmo processo que faz surgir gotinhas do lado de fora de um copo com bebida gelada. No caso das nuvens, quando o ar quente e úmido sobe e encontra uma camada de ar mais frio, o vapor de água perde calor e se transforma em minúsculas gotas. A reunião dessas gotículas dá origem às nuvens.
Segundo o especialista, a formação pode surgir pouco antes da chegada de ventos mais fortes e também anteceder episódios de chuva intensa e, em alguns casos, granizo. “É um fenômeno mais difícil de ocorrer, mas muito impressionante”, explicou o professor.
Nassif também afirmou que fenômenos climáticos, como o El Niño, podem favorecer a intensidade e a frequência dessas formações.
Ao g1, Daniel Nassif apontou que as nuvens podem preceder chuvas fortes e até granizos — Foto: Arquivo pessoal/Rodolfo Cruz
*Colaborou sob a supervisão de Desirèe Assis