O misterioso Googlebook: Resposta da Google ao MacBook tem data de apresentação

A Google marcou para 15 de setembro a apresentação oficial dos Googlebooks. Revelamos o que traz esta nova geração de portáteis com o ecossistema Android e o Gemini, e de que forma vai impactar a escolha do teu próximo computador em Portugal.

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Googlebook
Via Google

A Google confirmou que vai realizar um evento presencial em Nova Iorque no dia 15 de setembro para mostrar ao pormenor a sua nova aposta: o Googlebook.

Depois de ter deixado as primeiras pistas ao lado do Android 17, e de ter mantido silêncio durante a apresentação da linha Pixel 11, a marca está finalmente pronta para mostrar trabalho feito. E não vem sozinha: no evento vamos ver hardware real construído por parceiros de peso como a Lenovo, ASUS e HP.

Mas para além das datas e dos anúncios, o que é que isto muda na tua vida no dia a dia? É só mais uma tentativa da Google reinventar a roda?

1. A morte conceptual do portátil tradicional

Os Googlebooks não são apenas mais uma tentativa de fazer computadores finos. A grande mudança está na fundação: a Google abandonou a estrutura do ChromeOS tradicional e construiu esta plataforma diretamente sobre a base de código nativa do Android, desenhada de raiz em torno da inteligência artificial do Gemini Intelligence.

Na prática, isto significa que o teu portátil passa a funcionar com a mesma rapidez, lógica de aplicações e ecossistema que já tens no smartphone. Deixa de existir a barreira chata entre as aplicações do telemóvel e o ecossistema do computador.

2. A integração que faltava no universo Android

Se usas um smartphone Android e precisas de um portátil para trabalhar ou estudar, conheces bem o problema. A Apple tem uma simbiose perfeita entre o iPhone e o Mac, enquanto no Android a integração com o Windows nem sempre foi a melhor experiência.

Com os Googlebooks, essa simbiose que vemos com os Mac e iPhone, passa a existir nos Android:

  • Continuidade: Funcionalidades como o Magic Pointer e a integração com as chamadas e notificações do telemóvel vão funcionar sem grandes configurações.
  • Criação de widgets com IA: Vais poder usar o Gemini para criar atalhos e widgets personalizados na área de trabalho para automatizar tarefas repetitivas.
  • Aplicações sem emulação: As aplicações que usas no telemóvel vão rodar no portátil com desempenho nativo de computador.

3. O fator Portugal: o que podes esperar no mercado nacional?

Historicamente, os produtos de hardware próprio da Google (como os telemóveis Pixel) demoravam anos a chegar oficialmente às lojas portuguesas. Com o Googlebook, o cenário pode ser completamente diferente graças à parceria com a Lenovo, ASUS e HP:

  1. Disponibilidade nas lojas: Como o hardware é feito por marcas que já dominam o mercado português, existe a grande possibilidade de encontrar estes portáteis facilmente nas prateleiras das grandes superfícies em Portugal.
  2. Garantia e suporte local: Não vais ter de lidar com importações ou suportes complicados. Compras em Portugal e tens a assistência técnica habitual a que estás habituado.
  3. A corrida aos computadores com IA: A Microsoft já atacou com os Copilot+ PCs e a Apple reforçou a aposta com o Apple Intelligence. É inevitável que a Google queira o seu pedaço deste bolo. Com o Gemini integrado de raiz no sistema, o objetivo é dar-te um portátil onde a inteligência artificial não é um extra, mas sim o motor central do computador.
  4. Preços para todas as carteiras: Graças à parceria com várias marcas, é de esperar que surjam várias gamas e diferentes preços.

O que esperar?

Importa ter em conta que a apresentação de 15 de setembro é uma demonstração dirigida à imprensa e a entidades do setor para mostrar do que este novo computador é capaz.

Ou seja, o Googlebook ainda não vai ficar à venda nesta data. A intenção da Google é dar a conhecer o produto e mostrar ao mundo o trabalho que tem estado a desenvolver com os seus parceiros de hardware.

Mas o sinal está dado: o mercado dos portáteis vai mexer e a concorrência entre o Android, a Apple e a Microsoft promete ficar muito mais interessante nos próximos tempos.

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