O perigo que muitos desconhecem ao entrar no carro durante o verão

São vários os cuidados que tem de ter quando entrar num carro. Durante a condição, o cinto é algo que nunca deve ignorar. Por outro lado, existe mais um perigo que deve ter em conta. Está relacionado com a sua saúde e pode acontecer mais durante os meses de verão.

O Mirror cita um estudo da Autotrader e da British Skin Foundation que mostrou que grande parte dos condutores não toma precauções para se proteger contra os raios UV no carro. A mesma publicação falou com uma dermatologista que deixou mais alguns avisos sobre este erro que muitas pessoas cometem durante esta altura do ano.

Pele: O risco ao entrar no carro

Começou por dizer que embora alguns vidros de carro bloqueiam parte da radiação, muitas janelas ainda deixam passar alguns raios, o que pode revelar-se um problema. “É um erro comum pensar que estar dentro de um veículo oferece proteção completa contra o sol”, diz Zainab Laftah.

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Afirma que a exposição aos raios mesmo por períodos mais curtos pode estar relacionado com o risco de cancro da pele. “Uma quantidade significativa de raios UVA ainda pode passar pelos vidros dos carros e veículos, o que leva a danos cumulativos à pele, como é o caso do envelhecimento precoce, alterações na pigmentação e um risco aumentado de cancro ao longo do tempo.”

Deixou ainda mais um aviso para quem anda muito de carro durante esta altura do ano. “Muitos condutores também subestimam o tempo de exposição durante trajetos os diários, principalmente em viagens mais longas ou quando estão parados no trânsito", afirmou.

E para quem viaja em carros descapotáveis? O risco pode ser muito superior. “Para estes os condutores o risco é ainda maior porque o rosto, o couro cabeludo, o pescoço, os braços e as mãos ficam expostos à luz solar direta por períodos prolongados.”

Desta forma, é sempre importante o uso de protetor solar. Avisa que deve fazer parte da rotina de viagem tal como a verificação dos pneus ou do líquido do para-brisas.

Cancro da pele: Mitos explicados

O Lifestyle ao Minuto falou com a dermatologista Maria Goreti Catorze, também secretária-geral da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia, para perceber melhor alguns dos mitos mais comuns sobre esta doença.

Mito 1 - Se não tiver uma rotina de atividades ao ar livre, não se corre o risco de cancro da pele

A explicação: Não. O risco não depende apenas de passar muitas horas na praia ou a praticar desporto ao ar livre. A exposição solar pode ser intermitente ou cumulativa, ocorrendo no dia a dia, em pequenas deslocações ou outras atividades habituais. Além disso, existem outros fatores de risco, como predisposição genética, história pessoal ou familiar, imunossupressão e determinadas características da pele. Importa ainda recordar que grande parte do dano solar relevante ocorre em idades precoces, sobretudo até aos 25 anos, embora o cancro da pele surja muitas vezes apenas mais tarde, frequentemente após os 50 anos.

Mito 2 -  Pessoas que bronzeiam facilmente têm baixo risco de cancro da pele

A explicação: Têm, em geral, um risco mais baixo, mas não nulo. A capacidade de bronzear está relacionada com o fotótipo cutâneo, e quem tem fotótipos mais elevados dispõe de alguma proteção natural acrescida. Ainda assim, isso não significa imunidade total. Mesmo pessoas que bronzeiam facilmente ou têm pele mais escura podem desenvolver cancro da pele e devem adotar medidas de fotoproteção.

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O ingrediente mistério viral que "hidrata e proteger as células" da pele

Pele seca e irritada? Pode estar a precisar deste ingrediente mistério que é, na realidade, um alimento comum. No entanto, há uma forma de consumo que pode ampliar todos estes benefícios.

Inês Morais Monteiro | 13:00 - 26/07/2026