Cinco carros de luxo, avaliados em cerca de R$ 1,5 milhão, foram sequestrados pela Polícia Civil durante a Operação Dark Route, deflagrada nesta terça-feira (25) contra um núcleo de uma facção criminosa com atuação entre Mato Grosso e Rio de Janeiro. A ação cumpre nove mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, e no Rio de Janeiro.
Segundo a investigação, o grupo mantinha uma estrutura no Rio de Janeiro para proteger foragidos da Justiça de Mato Grosso, abrigar integrantes armados, movimentar dinheiro e oferecer suporte logístico à organização criminosa. Parte dos investigados estava instalada no Complexo do Alemão.
A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). As medidas foram determinadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.

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Segundo a Polícia Civil, o objetivo é atingir diferentes áreas da estrutura criminosa, incluindo os foragidos que usavam o Rio de Janeiro como base e os responsáveis pelos setores financeiro, operacional, logístico e patrimonial do grupo em Mato Grosso.
A Justiça determinou o sequestro de cinco veículos usados, segundo a investigação, por integrantes da facção. De acordo com a Polícia Civil, parte dos veículos estava registrada em nome de terceiros, mas era utilizada por pessoas próximas à liderança investigada. A medida busca retirar patrimônio do grupo e atingir os bens usados para manter a estrutura criminosa.
Principal alvo continua foragido
O principal alvo da investigação continua foragido e, segundo a Polícia Civil, está escondido no Rio de Janeiro. Ele não foi localizado nesta fase da operação.
A investigação aponta que, mesmo após fugir de Mato Grosso, o suspeito continuou envolvido nas atividades criminosas. Segundo a polícia, ele mantinha contato com operadores financeiros, integrantes armados, familiares e outras pessoas que davam suporte à organização.
Com a Operação Dark Route, ele passou a ter um novo mandado de prisão preventiva em aberto pelos fatos investigados.
Estrutura criminosa
Segundo a investigação, o Rio de Janeiro era usado pelos criminosos não apenas como esconderijo. A estrutura montada no estado funcionava como uma base de proteção, comando e articulação, reunindo foragidos da Justiça de Mato Grosso, integrantes armados e pessoas responsáveis pelo suporte à liderança.
Parte dos integrantes estava instalada no Complexo do Alemão. Segundo a Polícia Civil, o local funcionava como ponto de apoio para criminosos que mantinham conexões com as atividades realizadas em Mato Grosso.
A Polícia Civil também identificou integrantes do grupo portando e efetuando disparos com fuzis de uso restrito, além de registros relacionados à guarda e à movimentação de armas e munições. Segundo os investigadores, os chamados "soldados armados" atuavam em áreas dominadas pela facção no Rio de Janeiro e mantinham ligação com as atividades desenvolvidas em Mato Grosso.