Pai agradece empenho dos médicos após morte de gêmeas unidas pela cabeça em cirurgia: 'mais vitórias que derrotas'
Apesar do desfecho, Amarildo Batista da Silva disse que profissionais foram excelentes a todo momento. Heloísa e Helena, de 2 anos e sete meses, morreram na quinta e última etapa de uma separação planejada há dois anos.
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O pai das gêmeas siamesas, Amarildo Batista da Silva, agradeceu o empenho dos mais de 50 profissionais de saúde envolvidos na cirurgia.
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Ele disse em vídeo divulgado pelo hospital que está voltando para casa, em São José dos Campos (SP) e conforta os médicos ao dizer que eles 'tem mais vitórias que derrotas'.
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As gêmeas Heloísa e Helena, de 2 anos e 7 meses, morreram no procedimento final de separação no último final de semana, no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto (RP).
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Em coletiva na terça-feira (18), a equipe médica explicou que as irmãs sofreram instabilidade hemodinâmica e de pressão arterial.
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O planejamento começou em 2024. As 4 primeiras etapas do processo, iniciadas em agosto de 2025, ocorreram com sucesso.

Pai das gêmeas unidas pela cabeça que morreram em cirurgia agradece empenho dos médicos
Em vídeo divulgado pelo hospital, ele se despediu da cidade, onde permaneceu por conta do acompanhamento das filhas, e disse estar voltando para São José dos Campos (SP).
"Eu tenho certeza que vocês têm muito mais vitórias do que derrotas. Isso não se torna derrota. Fique forte e continue com fé em Deus", disse Amarildo, sobre os médicos que participaram da cirurgia.
O procedimento em Heloísa e Helena, de 2 anos e sete meses, envolveu mais de 50 profissionais da saúde e de apoio e era esperado desde 2024, quando começou o planejamento do hospital.
🔎Instabilidade hemodinâmica é quando o sistema cardiovascular é incapaz de manter o fluxo sanguíneo adequado e a pressão arterial nos órgãos vitais. A instabilidade da pressão arterial é o principal sinal desta condição e pode levar à falência múltipla dos órgãos.
O pai das pacientes destacou o esforço dos profissionais, apesar do resultado.
"Só tenho a agradecer. Quero que os doutores da cirurgia e da pediatria, inclusive o pessoal de serviços gerais, que sempre conversaram com a gente. Eu queria que vocês continuassem na força", disse Amarildo.
Amarildo Batista da Silva agradece empenho dos médicos do HC de Ribeirão Preto (SP) após perder as filhas em cirurgia de separação da cabeça — Foto: Divulgação/Hospital das Clínicas
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Heloísa e Helena, de 2 anos, são gêmeas que nasceram unidas pela cabeça em São José dos Campos (SP) e estão em acompanhamento no HC de Ribeirão Preto (SP). — Foto: Reprodução/EPTV
Cirurgia em etapas
A equipe médica optou por dividir a separação em etapas, para reduzir os riscos e preparar as estruturas compartilhadas pelas meninas.
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