Pais são condenados a 25 anos de prisão pela morte do filho de 2 anos | G1

O casal também respondia por estupro de vulnerável, mas foi absolvido dessa acusação. O próprio MPES pediu a absolvição após as provas produzidas em plenário levantarem dúvidas sobre se as lesões encontradas na criança haviam sido provocadas por atos libidinosos.

A pena também foi aumentada pelo fato de a vítima ser filho dos réus e ter menos de 14 anos, conforme a denúncia do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES).

Criança com suspeitas de violência

Na madrugada de 4 de julho de 2022, Jorge Teixeira da Silva foi levado pela mãe ao Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha.

Segundo a Polícia Civil, Jeorgia informou, ao chegar ao local, que a criança estava com pneumonia. Porém, os médicos identificaram lesões no menino que levantaram suspeitas de violência.

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A investigação começou após a polícia tomar conhecimento da morte da criança e receber informações sobre possíveis sinais de violência sexual. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para que fossem realizados exames com o objetivo de determinar a causa da morte.

Segundo a Polícia Civil, Jeorgia e Maycon apresentaram resistência quando souberam do protocolo de transferência do corpo do Himaba para o IML. De acordo com a investigação, eles tentaram fazer com que a criança fosse levada diretamente para uma funerária, sob a alegação de que não seria necessária a realização de autópsia.

Na época, a polícia também afirmou ter considerado estranho o comportamento dos pais entre a chegada ao Himaba e a detenção. Segundo os investigadores, o casal demonstrava indiferença com a morte da criança.

Sêmen e sangue são encontrados em roupa de menino de 2 anos morto após estupro e tortura

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Após a realização de um exame no IML, o médico-legista apontou que o menino havia sido violentado sexualmente e que a causa da morte foi "choque séptico e peritonite, decorrente da perfuração do reto e do ânus devido a um trauma contuso anal". A pneumonia, antes relatada pela mãe, foi descartada pela Polícia Civil.

Esses elementos foram considerados na denúncia apresentada pelo Ministério Público. Durante o julgamento, entretanto, as provas relacionadas à acusação de violência sexual foram colocadas em dúvida. Diante disso, o próprio MPES pediu aos jurados a absolvição dos réus pelo crime de estupro de vulnerável.

Defesa alegou inocência da mãe

Jeorgia é representada pelo advogado Lucas Kaiser Costa. Na véspera do início do julgamento, o advogado contou que provaria que sua cliente era inocente e que suas ações foram de uma mãe diligente, que buscou socorro e atendimento para o filho. A expectativa era de que fosse absolvida das acusações.

Kaiser destaca que o tempo de tramitação do processo, quatro anos, decorre das peculiaridades do caso, que considera complexo. O advogado destaca que mais de 20 pessoas foram ouvidas durante as audiências de instrução.

O advogado de Maycon não foi localizado pelo g1 até apublicação da reportagem.

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