Mas há um abismo entre os desempenhos: o Flamengo está com a segunda maior eficácia, um gol a cada 7,4 conclusões, enquanto o Inter está com a terceira menor eficiência, um gol a cada 13,9 tentativas: o Inter tem precisado de 88% mais finalizações para fazer um gol.
Favoritismos #21 - Internacional x Flamengo — Foto: Gato Mestre
Historicamente dominante quando mandante neste confronto pela Série A, o Inter vem encontrando mais dificuldades para se impor sobre o Flamengo. Desde 2006, foram 11 vitórias gaúchas, cinco empates e três vitórias cariocas. Porém, dos últimos seis confrontos pelo Brasileirão com este mando, foram duas vitórias do Inter, dois empates e duas vitórias do Flamengo (2021 e no ano passado).
Há dois complicadores para o Inter desta vez: além de vir de quatro derrotas seguidas no Brasileirão (três delas fora de casa contra Vasco, Bragantino e Athletico-PR, além de perder em casa para o Cruzeiro), no próximo domingo recebe o Corinthians pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, enquanto o Flamengo vai folgar, podendo consumir energia extra neste confronto porque terá maior tempo de recuperação. Para encontrar quatro derrotas do Flamengo é preciso voltar a 26 de fevereiro, quando o técnico ainda era Filipe Luís. De lá para cá foram 17 V, 6 E, 4 D.
O Internacional está com o segundo pior desempenho caseiro (3 V, 2 E, 5 D, 37%), com o terceiro pior ataque mandante (12 gols, média 1,20) e a nona defesa (11 gols sofridos, 1,10). Não fez gol em três dos dez jogos em casa, pior marca mandante, e não sofreu gol em três deles (30%), sétima marca.
Embora seja o quinto mandante que mais finalize, com média 15,2 por jogo, o Internacional está com a terceira pior eficiência ofensiva mandante, com um gol marcado a cada 12,7 tentativas. O tamanho do desafio que terá na rodada aparece no fato de o Flamengo ser o terceiro visitante que menos permite finalizações (12,7) e ainda o segundo mais resistente a elas, com um gol sofrido a cada 14,1 conclusões contrárias.
O Flamengo está com a segunda melhor campanha visitante (6 V, 2 E, 2 D, 67%), com o melhor ataque forasteiro (19 gols, 1,90) e a segunda melhor defesa (nove gols, 0,90). Não fez gol em um dos dez jogos fora (10%), segunda melhor marca, e não sofreu gol em quatro (40%), melhor marca defensiva visitante.
Fora de casa, o Flamengo tem a maior eficiência ofensiva do campeonato, com um gol a cada 6,4 tentativas, e a oitava média de finalizações, com 11,6 por partida. O Inter é o quinto mandante que menos permite finalizações de adversários (9,5), mas está com a terceira menor resistência defensiva caseira, um gol sofrido a cada 8,6 conclusões contrárias.
Com tamanhas disparidades, o Flamengo precisará de atenção defensiva especial em relação aos contra-ataques porque o Internacional já fez quatro gols assim (quinta melhor marca), dois deles quando mandante (também quinta marca). O Flamengo já sofreu cinco gols em contragolpes (e só o Vasco sofreu mais, seis), dois deles quando visitante.
*As probabilidades de ocorrência de cada resultado são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com a aplicação de modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre, formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.