Papillon e Sara Correia na abertura d'O Sol da Caparica

Landrick, Papillon e Sara Correia estão entre os primeiros artistas a atuar.

O concelho de Almada, e em particular a Costa da Caparica, viveram recentemente uma crise no abastecimento de água que levou a autarquia a decretar situação de alerta no início de julho, prolongando-a até 31 de agosto.

Face a esta situação e "à importância de uma utilização responsável dos recursos hídricos", a organização do Festival O Sol da Caparica integrou na operação do evento um conjunto de medidas destinadas a reduzir o consumo de água potável da rede pública, salvaguardando simultaneamente as condições de hidratação, higiene e segurança no recinto", disse à agência Lusa o diretor artístico, André Sardet, a dois dias do início do festival.

"Desde que começámos a organizar O Sol da Caparica que tentámos deixar hábitos de sustentabilidade", disse Sardet, adiantando que este evento não provoca rutura no consumo de água no território, consumindo 700 metros cúbicos na totalidade dos quatro dias, grande parte na rega do parque e que neste momento está desligada. 

Entre as medidas agora adotadas, com as quais a organização espera evitar o consumo de mais de 100 mil litros de água potável da rede pública, está o transporte de água não potável para o enchimento dos lastros das estruturas.

O recinto contará também com um maior número de sanitários químicos e com menos instalações sanitárias ligadas à rede, cujos autoclismos utilizarão água não potável e garrafas de areia, que resultarão numa poupança de cerca de um litro e meio por descarga.

Serão ainda instalados redutores de caudal e o número de pontos de distribuição gratuita de água será ajustado e a sua utilização acompanhada, para minimizar desperdícios.

A louça utilizada nos espaços destinados às refeições das equipas e dos artistas será lavada fora do concelho de Almada e as unidades de 'street food' no recinto dedicam-se maioritariamente à finalização e ao serviço de refeições, mantendo apenas o acesso à água estritamente necessária para o cumprimento das normas de higiene e segurança alimentar.

A organização assegura que irá também sensibilizar o público para uma utilização responsável deste recurso, dentro e fora do recinto.

Até domingo, o festival dedicado à música lusófona inclui mais de 50 atuações distribuídas pelos palcos Via Verde, Sagres e Jazzy, reunindo nesta 11ª edição artistas de Portugal, do Brasil e de outros territórios da lusofonia, cruzando fado, pop, hip hop, sertanejo, funk brasileiro, afro-house, eletrónica e música popular portuguesa.

O primeiro dia começa com Landrick (18h00), no Palco Via Verde, e segue com Papillon (19h30) e Sara Correia (21h00), antes da estreia de Maiara & Maraisa (22h30) no festival, terminando a noite com Orochi (00h00).

Para os dias seguintes, estão anunciados, entre outros, Rich & Mendes, João Pedro Pais, Calema, Mizzy Miles, Veigh, Vizinhos, Mundo Segundo & Sam The Kid, Nininho Vaz Maia, Kevinho, Deejay Telio, Quim Barreiros, ÁTOA, MC Paiva, Slow J, Lon3r Johny, Sertabeijo, Deejay Rifox, Kiko is Hot, DJ Diego Gonzalez, Más Influências, American House Party, Dr. Love e Zanova.

O Sol da Caparica é organizado, até 2026, pelo consórcio das empresas Domingo no Mundo e Music Mov, encabeçado por André Sardet e António Gomes, em conjunto com a Câmara Municipal de Almada, recebendo o município uma contrapartida financeira de 123 mil euros, 41 mil por cada ano.

A programação, segundo a organização, está pensada para diferentes gerações e para um público que inclui famílias, grupos de amigos e visitantes que escolhem a Costa da Caparica como destino de verão.

O recinto abre portas às 16h00, para espetáculos a decorrerem até à 01h30.

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