"Os ministros discutiram planos para convocar uma reunião urgente dos chefes de Estado-maior dos três países para explorar formas de auxiliar o Reino [da Arábia Saudita] ao abrigo do Acordo de Defesa Conjunta de Meca, que estipula que um ataque contra qualquer um dos seus membros será considerado um ataque contra todos", disse Islamabad em comunicado.
A reunião foi anunciada após conversações realizadas em Nova Iorque entre os ministros dos Negócios Estrangeiros dos três países: o príncipe Faisal bin Farhan, da Arábia Saudita, Ishaq Dar, do Paquistão, e Hakan Fidan, da Turquia, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.
A Arábia Saudita anunciou na quinta-feira ter intercetado e destruído seis mísseis balísticos Hutis que se dirigiam para Taif e Yanbu, tendo o líder da lei religiosa, o Grande Mufti da Arábia Saudita, apelado aos soldados para que estejam prontos para defender a nação, avançou a agência de notícias estatal saudita.
Assinado a 07 de agosto em Meca pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, pelo Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, o Acordo Conjunto de Defesa de Meca compromete os três países a agir em conjunto em caso de ataques.
As partes esclareceram que o pacto, que ainda não foi oficialmente ativado, tem um propósito estritamente dissuasor e defensivo, com a Turquia e o Paquistão a atuar como mediadores diplomáticos no conflito.
Os Hutis, um movimento político-militar xiita que surgiu no norte do Iémen, têm aumentado os ataques à Arábia Saudita, no âmbito da guerra dos Estados Unidos contra o Irão e o reacendimento dos combates no Iémen.
Em julho passado, declararam um bloqueio naval à Arábia Saudita, mas a ofensiva intensificou-se drasticamente este mês, com ataques maiores que culminaram em bombardeamentos direto contra Riade e o porto estratégico de Yanb, por onde os sauditas exportam petróleo desde que o estreito de Ormuz foi fechado, na sequência da guerra no Irão.
Os Hutis também ameaçaram diretamente os EUA, avisando que atacarão alvos norte-americanos na região caso Washington intervenha nos combates.

Governo do Iémen defende que mar Vermelho é "responsabilidade coletiva"
O vice-presidente iemenita defendeu hoje na Assembleia Geral da ONU que a segurança do estreito de Bab el-Mandeb, onde os rebeldes Huthis assumiram recentemente o controlo de pontos estratégicos, é uma "responsabilidade coletiva" da comunidade internacional.
Lusa | 00:40 - 25/09/2026