Tácio Lorran
A corporação alegava que os dois PMs denunciados pela morte da médica Andréa Marins haviam sido afastados para “funções administrativas”
19/09/2026 03:00

O policial militar Raphael Gomes Damasceno, que foi denunciado na última sexta-feira (11/9) pelo homicídio da médica Andréa Marins, em março deste ano, esteve de volta às ruas desde agosto. A Polícia Militar do Rio de Janeiro havia dito que ele estava afastado para “funções administrativas”.
O outro PM denunciado pelo homicídio, José Jorge Ferreira Dias, pediu, no início de setembro, para ir para a reserva. Até então, ele estava trabalhando no controle de acesso na portaria do 9º Batalhão de Polícia Militar, afastado das ruas.

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Boletim mostrando que Raphael Gomes Damasceno estava em policiamento

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Andréa era oncologista
Reprodução/Instagram

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Ela trabalhava na área há 28 anos
Reprodução/Instagram

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Andréa Marins Dias, de 61 anos
Reprodução/ Redes Sociais
Raphael Gomes Damasceno é lotado no 9º Batalhão de Polícia Militar, em Rocha Miranda, bairro próximo de onde Andréa Marins foi assassinada. O subtenente estava atuando, desde agosto, no policiamento extraordinário do 31º Batalhão de Polícia Militar, no Recreio, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Em março, a Polícia Militar fluminense disse que os policiais estavam afastados até o fim das investigações. Raphael Gomes Damasceno e José Jorge Ferreira Dias não estão respondendo a processos administrativos disciplinares (PADs) pelo homicídio.
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Os nomes dos policiais só foram revelados com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, na última semana.
De acordo com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), os agentes faziam buscas por veículos envolvidos em roubos na região e perseguiam um Corolla Cross prata. Após perderem o carro de vista, localizaram um Corolla Cross branco, conduzido por Andréa, e atiraram sem confirmar se se tratava do 1º veículo.
O MPRJ afirma que os policiais agiram com dolo eventual, ao assumirem o risco de matar uma pessoa sem relação com os fatos investigados. A acusação é baseada em imagens de câmeras de vigilância e em laudos periciais, porque a câmera corporal dos dois estava descarregada.
Procurada, a Polícia Militar informou que, após a denúncia, Raphael Damasceno pediu para entrar em licença para tratamento de saúde.
