Poder de compra dos portugueses é o pior em 3 anos

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Abrimos agora a conferência de imprensa da Rádio Observador. Durante os próximos minutos, passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Teresa Frei, a edição de hoje é da jornalista Marta Caramelo Nobre. Bom dia, Marta.

Bom dia.

Começamos com a manchete do Público, que dá natural destaque à rentrée do Partido Socialista.

O Partido Socialista voltou a escolher o Algarve como palco da rentrée socialista. O jornal fala num regresso ao ano de 1995, quando, ao mesmo tempo, no Algarve, o PSD e os socialistas faziam os comícios de arranque da temporada. O Público destaca as críticas de José Luís Carneiro, que acusa Luís Montenegro de criar uma ilusão na governação, numa altura em que os socialistas tentam antecipar a discussão sobre o orçamento do Estado e desafiam também o Executivo a negociar a revisão constitucional. A manchete do Público revela ainda que, no plano econômico, o PS mantém fortes dúvidas sobre a intenção do governo em fazer o Estado entrar no capital da REN.

Passamos à manchete do Diário de Notícias sobre a perda de compra em Portugal, que caiu para o nível mais baixo dos últimos três anos.

São dados do Instituto Nacional de Estatística consultados pelo jornal, que explica que o ganho médio dos salários sofreu um travão por causa da subida da inflação e do aumento dos combustíveis. Na prática, embora o salário médio bruto tenha subido quase €90 no último ano, o aumento real no bolso dos trabalhadores foi de apenas €25, porque a inflação comeu o resto do aumento. O jornal afirma que a forte pressão sobre os preços está a ser exercida desde que os Estados Unidos e Israel decidiram atacar o Irão no final de fevereiro. O Diário de Notícias avança também que a situação é mais grave no setor público, onde o poder de compra ficou praticamente estagnado, e alerta ainda para as novas subidas no preço dos combustíveis já esta semana.

Já o Jornal de Notícias traz uma história de uma igreja evangélica utilizada para explorar imigrantes ilegais.

O caso envolve o pastor da igreja, bem como a sua companheira, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Mangualde, em Amora, no Seixal. De acordo com o Jornal de Notícias, utilizavam esta igreja para levar a cabo um alegado esquema que legalizava imigrantes brasileiros em Portugal. Este casal foi condenado por 13 crimes. Ainda assim, pagaram mais de €2 mil, pelo que a pena acabou por ficar suspensa. O Jornal de Notícias, que cita o acórdão do Tribunal de Almada, explica que este casal arrendava quartos em lojas transformadas em alojamentos precários, sem condições mínimas, e já antes de lucrar com estes alojamentos ilegais, o pastor e a companheira também ganhavam com o crime de auxílio à imigração ilegal, através da já extinta manifestação de interesses.

Já olhamos para os destaques da imprensa nacional, Marta, vamos agora conhecer os destaques a nível internacional. Aqui ao lado, o vizinho "El País" diz que o governo espanhol vai manter a estratégia diplomática com Marrocos, apesar das críticas internas, bem como europeias, à gestão da crise migratória em Ceuta.

É a manchete do "El País", que revela a intenção de Madri de não alterar o tom nem a política de cooperação com Rabat, mesmo depois da entrada de mais de 80 mil migrantes no enclave espanhol. O jornal explica que o governo de Pedro Sánchez considera a colaboração marroquina essencial para manter a estabilidade na fronteira e gerir o regresso dos milhares de migrantes, preferindo tratar o país vizinho com contenção diplomática. Ainda assim, o "El País" sublinha que esta posição do Executivo espanhol está a criar contestação. Diplomatas e analistas ouvidos pelo jornal pedem uma mão mais pesada a Rabat, numa altura em que vários países europeus, como é o caso de Itália, criticam também esta gestão de Madri.

Fechamos com o britânico "The Guardian", que faz manchete com os incêndios que estão a afetar vários países da Europa e que já provocaram vítimas mortais.

O jornal britânico dá conta de duas mortes na Grécia e da morte de um militar em Espanha no combate às chamas. A notícia detalha a situação crítica na Bélgica, que enfrenta o maior incêndio da sua história recente. O fogo já destruiu cerca de 3 mil hectares numa reserva natural que é de difícil acesso, o que obrigou também ao envio de aviões e helicópteros da Suécia e dos Países Baixos. O "The Guardian" refere ainda que a vaga de calor e os incêndios estão também a afetar outros países, como é o caso da Croácia, Alemanha e o sudeste de França, e fala também em Portugal, onde destaca os cinco bombeiros que ficaram feridos ontem no combate às chamas no Parque Natural de Montesinho, em Bragança.

Ponto final na conferência de imprensa, hoje com a jornalista Marta Caramelo Nobre.