Desmatamento em Angra dos Reis: Polícia flagra loteamento irregular | G1

Polícia Ambiental identifica área de 50 mil metros quadrados com desmatamento e loteamento irregular em Angra dos Reis

Fiscalização constatou corte de árvores, queima de resíduos, intervenções em pedras e três construções sem autorização; casal que comercializava lotes foi ouvido e liberado.


  • A Polícia Ambiental identificou, nesta quarta-feira (12), uma área de 50 mil metros quadrados com desmatamento e loteamento irregular em Angra dos Reis (RJ).

  • Após denúncia, os agentes constataram corte e queima de árvores para impedir a regeneração local. No terreno, havia 3 obras de casas sem licença ambiental.

  • Um casal afirmou ser dono da propriedade e confirmou a venda de lotes para obter lucro. O caso é investigado pela delegacia de Angra dos Reis.

Polícia Ambiental identifica desmatamento e loteamento irregular em Angra dos Reis — Foto: Divulgação/Polícia Ambiental

A Polícia Ambiental identificou, nesta quarta-feira (12), uma área de aproximadamente 50 mil metros quadrados com degradação ambiental, desmatamento, construção e loteamento irregular em Angra dos Reis (RJ). A ação aconteceu na Rua Carlos Gomes Ribeiro, no bairro Cantagalo.

Segundo a Polícia Ambiental, os agentes receberam informações após denúncia recebida no programa Linha Verde, do Disque Denúncia.

Ainda de acordo com a corporação, durante a fiscalização, foi constatado o corte de diversas árvores de pequeno e médio porte, seguido da queima dos resíduos, com o objetivo de impedir a regeneração natural da vegetação. Também foram identificados cortes em pedras e três construções de casas em andamento, todas sem autorização dos órgãos competentes e sem o devido licenciamento ambiental.

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A Polícia Ambiental também informou que no local, uma mulher afirmou ser a dona da propriedade e que vendia lotes no local. Segundo ela, já teria ajuizada uma ação judicial visando a regularização das terras em seu nome. Além dela, um homem, que disse ser marido da mulher, se apresentou como herdeiro das terras que eram de seu pai, já falecido. Questionados sobre o motivo da comercialização dos lotes, ambos declararam que a ação era para fins lucrativos.

O caso foi registrado na delegacia de Angra dos Reis (RJ), que está responsável pelas investigações.

O casal foi ouvido no local e em seguida foi liberado.

Delegacia de Angra dos Reis — Foto: Divulgação/Polícia Civil

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