Polícia Civil de SP recebe decisão do STF e tem 5 dias para compartilhar dados de operação que mirou ONG ligada a filme sobre Bolsonaro | G1

Dados e documentos apreendidos na Operação Wi-Fi serão enviados à Polícia Federal por determinação do ministro Flávio Dino, do STF.


  • A Polícia Civil de São Paulo recebeu nesta segunda-feira (24) ordem do STF para compartilhar dados de operação sobre ONG ligada a filme de Jair Bolsonaro.

  • A Operação Wi-Fi mira o Instituto Conhecer Brasil, de Karina Gama. A Polícia Civil paulista apura fraudes em contrato de R$ 108 milhões com a prefeitura.

  • O STF investiga se emendas parlamentares abasteceram o filme biográfico. A Polícia Federal solicitou os dados de celulares e mídias apreendidas para acelerar o inquérito.

  • O ministro Flávio Dino determinou prazo de 5 dias para o envio. A apuração foca em emendas dos deputados Mário Frias, Marcos Pollon e Bia Kicis.

PF terá acesso a informações de ONG ligada à produtora do filme sobre Jair Bolsonaro

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Já no inquérito aberto pelo STF, os dados da operação serão usados para apurar a suspeita de que emendas parlamentares podem ter abastecido a produção de Dark Horse.

Segundo a determinação de Dino, a Polícia Civil tem prazo de cinco dias para fornecer os dados brutos, extrações de celulares e documentos apreendidos durante a operação.

A TV Globo apurou que o delegado responsável pela investigação em São Paulo já entrou em contato com o delegado da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, em Brasília, para providenciar a remessa do material o mais rápido possível.

Karina Ferreira da Gama, dona da empresa Go UP Entertainment, responsável pelo filme ‘Dark Horse’ - sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Pedido da Polícia Federal

A ideia é que os investigadores possam analisar dados de computadores, celulares, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e registros financeiros, que seriam relevantes para o inquérito. Foram liberados dados brutos e também relatórios já produzidos sobre as mídias apreendidas.

O ministro Flávio Dino considerou que o pedido e a justificativa da PF eram pertinentes e estavam de acordo com o entendimento do STF para esse tipo de compartilhamento.

O inquérito foi aberto depois que Dino pediu uma apuração da Controladoria-Geral da União sobre emendas dos deputados Mário Frias, Marcos Pollon, Bia Kicis destinadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades alegadamente vinculadas a um mesmo núcleo de gestão coordenado por Karina Ferreira da Gama.

A PF está detalhando todas as relações empresariais de Karina e suas empresas, além de analisar eventuais doações eleitorais relacionadas aos investigados.

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