Presidente da República considera subida do 'rating' de Portugal uma "excelente notícia"

O Presidente da República, António José Seguro, classificou hoje como uma “excelente notícia” a subida do ‘rating’ de Portugal e considerou que esta decisão “confirma a importância da estabilidade, da previsibilidade e da responsabilidade na condução do país”.

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“O Presidente da República congratula-se com a decisão da agência Fitch de elevar a notação financeira da República Portuguesa de «A» para «A+», com perspetiva estável. Trata-se de uma excelente notícia para o país e de um importante reconhecimento externo do desempenho de Portugal, resultado de uma evolução de médio e longo prazo, sustentada pelo esforço dos portugueses e por uma orientação de responsabilidade mantida ao longo de diferentes governos”, afirma.

Numa nota divulgada no ‘site’ da Presidência, o chefe de Estado diz que “esta será seguramente uma das notícias económicas mais relevantes” do ano.

“Esta decisão confirma a importância da estabilidade, da previsibilidade e da responsabilidade na condução do país. A credibilidade conquistada deve ser preservada com responsabilidade e colocada ao serviço de uma economia mais produtiva, de melhores salários, de serviços públicos fortes e de uma sociedade mais justa e coesa, na qual ninguém fique para trás”, defende.

O Presidente da República refere igualmente que, “num momento em que as famílias e as empresas receiam um novo agravamento das taxas de juro, o reforço da credibilidade financeira do país contribui para atenuar em Portugal os efeitos de condições internacionais de financiamento mais exigentes”.

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“Embora essa repercussão não seja automática nem imediata, uma melhor notação irá favorecer as condições de financiamento do Estado, das empresas e das famílias, apoiar o investimento e a criação de emprego e permitir que mais recursos públicos sejam dirigidos às necessidades das pessoas”, salienta António José Seguro.

A Fitch subiu o ‘rating’ de Portugal de ‘A’ para ‘A+’, com ‘outlook’ (perspetiva) estável, indicando que esta subida “reflete o reforço das finanças públicas de Portugal, incluindo uma trajetória projetada de redução da dívida pública e saldos orçamentais consideravelmente mais fortes do que os dos seus pares, sustentados por um forte compromisso político com a prudência orçamental”.

Segundo a agência, os ‘ratings’ de Portugal são “sustentados por indicadores de governação superiores à mediana da categoria ‘A’, com as suas “forças institucionais alicerçadas na sua integração na União Europeia e zona euro”.

Ainda assim, destacou, estas forças são “contrabalançadas por níveis ainda elevados de dívida pública e externa acumulada”, apontando, no entanto, “a prudência na condução das políticas, o desempenho orçamental reiteradamente superior ao previsto e os excedentes persistentes da balança corrente”, que “reforçaram a resiliência da economia e a sua capacidade para absorver choques”.

Também numa reação, em comunicado, o Ministério das Finanças disse que a melhoria do ‘rating’ de Portugal pela agência Fitch coloca o Portugal ao nível de França e Bélgica, demonstrando ainda a “confiança dos investidores internacionais”.

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Citado no comunicado, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, disse que esta subida do ‘rating’ é “mais uma grande vitória de Portugal, em particular, quando esta melhoria acontece num contexto geopolítico e económico ainda marcado por incerteza e instabilidade”.

O ‘rating’ é uma avaliação atribuída pelas agências de notação financeira, com grande impacto para o financiamento dos países e das empresas, uma vez que avalia o risco de crédito.