Diplomatas dos Estados Unidos e de todos os países com representação no Brasil foram convidados. Mais de 100 embaixadores confirmaram presença, entre eles, um integrante do corpo diplomático norte-americano. O encontro será fechado, durante a tarde.
A reunião faz parte da estratégia do tribunal de apresentar à comunidade internacional o funcionamento da urna eletrônica e os mecanismos de segurança e fiscalização adotados nas eleições brasileiras.
Em nota divulgada no fim de julho, o TSE classificou a urna eletrônica como um "patrimônio do povo brasileiro" e afirmou que o sistema será defendido por Nunes Marques durante o encontro.
O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques — Foto: Antonio Augusto/TSE
Relação com os EUA
Em julho, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou pedidos de visto solicitados pelos diplomatas Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Na ocasião, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse, equivocadamente, que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.
- O TSE já desmentiu que utilize urnas eletrônicas da empresa. Em nota em seu site, publicada em 2020 e atualizada em 8 de julho de 2026, o TSE esclarece que as urnas utilizadas nas eleições brasileiras são fornecidas por outra companhia (Veja mais detalhes aqui).
Segundo o Departamento de Estado, a medida é uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada dos EUA no Brasil. Ele ainda não teve as credenciais aprovadas.
O governo americano, no entanto, afirmou que a revogação do visto da embaixadora brasileira não significa a expulsão da diplomata. Segundo os EUA, ela poderá permanecer no país, mas sem um visto válido.
Os EUA disseram ainda que o documento poderá ser restabelecido caso o Brasil conceda o aval diplomático para a nomeação do embaixador indicado por Washington. Isso ainda não ocorreu, e segundo fontes do governo brasileiro, só deve ser consolidado após as eleições deste ano.