Por ocasião da celebração do trigésimo quinto aniversário da independência da Moldova, quinta-feira em Chisinau, a anfitriã Maia Sandu assegurou no seu discurso que o seu país "dorme mais tranquilo graças à resistência dos ucranianos", sob invasão russa desde fevereiro de 2022.
Maia Sandu também lembrou que a agressão militar russa contra a Ucrânia afeta a Roménia e a Moldova, cujo espaço aéreo foi violado novamente na quinta-feira por um drone russo durante um ataque aéreo continuado que as forças do Kremlin lançaram contra o território ucraniano.
Sandu atribuiu este novo incidente, que já se repetiu "dezenas de vezes", a uma tentativa russa de intimidar a Moldova - que pertencia à URSS e é considerada pelo Kremlin parte da zona de influência da Rússia.
"Não nos vamos deixar intimidar", disse a Presidente moldava, que pediu à comunidade internacional que ajude a Ucrânia a reforçar as suas defesas aéreas antes do inverno.
Aos ataques russos de quinta-feira também se referiu Volodymyr Zelensky, que lembrou que a Ucrânia passou quase todo o dia entre alarmes aéreos constantes, devido aos numerosos drones e mísseis balísticos lançados pela Rússia na última noite.
Zelensky reafirmou a disponibilidade ucraniana em partilhar a sua experiência e as suas capacidades militares com os vizinhos, para que sejam menos vulneráveis a incidentes como a incursão no seu espaço aéreo de drones russos.
O Presidente ucraniano manifestou-se satisfeito pelo facto de os três países continuarem interligados, apesar das tentativas da Rússia - que nas últimas semanas atacou passagens fronteiriças ucranianas para a Moldova - de os isolar, e lembrou que a integração na UE é um dos objetivos estratégicos comuns de Chisinau e de Kiev.
Pela sua parte, o Presidente romeno, Nicusor Dan, expressou mais uma vez o seu apoio às aspirações de ambos os vizinhos de entrar na UE e disse que o encontro trilateral de quinta-feira foi uma prova da "maturidade" com que os três países abordam a segurança e a estabilidade na região.
Dan explicou que um dos temas principais falado pelos três líderes foi a interligação em gás e eletricidade - da qual a Ucrânia depende em grande parte para manter um mínimo de fornecimento em épocas de bombardeamentos russos à sua rede energética - e em infraestruturas.
O Presidente romeno lembrou que o seu país planeia construir com fundos europeus ligações de autoestrada até dentro da Moldova e chegando à fronteira com a Ucrânia.