Prévia da inflação de setembro, IPCA-15, sobe 0,7% e fica acima do esperado

Apartamento de José de Abreu em Paris, na França
O setor de habitação foi o principal motivo para a disparada da inflação (Redes sociais/Reprodução)

Continua após publicidade

A prévia da inflação de setembro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), apresentou uma alta de 0,7%, mostram dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 25. O número ficou acima do esperado pelo mercado, que estimava um IPCA-15 de 0,53% ao ano.

O dado mostra uma aceleração na comparação com agosto, quando o IPCA-15 havia apresentado deflação de 0,40%. No acumulado em 12 meses, o indicador passou de 4,24% para 4,47%, enquanto a alta acumulada no ano chegou a 3,82%.

O avanço da inflação foi disseminado entre os nove grupos pesquisados, todos com alta no mês. Habitação teve a maior variação, de 2,07%, e também exerceu o principal impacto sobre o índice, com 0,31 ponto percentual.

Dentro do grupo, o principal fator de pressão foi a energia elétrica residencial, que subiu 7,42% em setembro, após queda de 6,25% em agosto. Segundo o IBGE, a alta ocorreu com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês anterior. A bandeira tarifária amarela também permaneceu em vigor, acrescentando R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Continua após a publicidade

Outro destaque veio de Transportes, que avançou 0,60%, influenciado principalmente pelas passagens aéreas, que ficaram 9,82% mais caras. Entre os combustíveis, houve alta do gás veicular, de 1,56%, e da gasolina, de 0,30%, enquanto diesel e etanol recuaram 0,78% e 0,22%, respectivamente.

Em Alimentação e Bebidas, a alta foi de 0,40%. A alimentação no domicílio subiu 0,38%, com destaque para o tomate, que ficou 20,76% mais caro, seguido por arroz, com alta de 2,39%, e carnes, com avanço de 1,30%. Na direção oposta, o feijão carioca caiu 6,33%, a cebola recuou 4,41% e o café moído teve queda de 1,36%.

Continua após a publicidade

O grupo de Despesas pessoais teve alta de 0,96%, pressionado principalmente pelo aumento de 14% no preço dos cigarros a partir de agosto. Já Educação registrou a menor variação entre os grupos, de 0,03%.

Entre as regiões pesquisadas, Goiânia apresentou a maior inflação em setembro, de 0,95%, influenciada pelas altas do cigarro e da energia elétrica. Recife teve a menor variação, de 0,44%. Em São Paulo, o IPCA-15 subiu 0,73%.

Continua após a publicidade

A coleta de preços para o IPCA-15 de setembro ocorreu entre 15 de agosto e 15 de setembro de 2026, considerando famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos.

Publicidade