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Augusto Cury foi a principal novidade da nova pesquisa BTG/Nexus sobre a corrida presidencial. O candidato do Avante saltou de 2% para 11% das intenções de voto em uma semana e assumiu isoladamente a terceira posição no principal cenário estimulado de primeiro turno. O avanço de nove pontos ocorreu ao mesmo tempo em que Luiz Inácio Lula da Silva recuou de 41% para 39% e Flávio Bolsonaro caiu de 37% para 33%.
A própria Nexus estima, na análise apresentada no relatório, que quatro dos nove pontos incorporados por Cury vieram de eleitores que estavam com Flávio Bolsonaro na rodada anterior. Outros dois pontos teriam origem em eleitores de Lula. O instituto também associa parte do movimento a uma parcela do eleitorado que procurava uma alternativa à polarização entre os dois líderes.
Quanto Lula e Flávio perderam para Cury?
A evolução dos três principais candidatos ajuda a dimensionar o movimento. Em uma semana, Lula passou de 41% para 39%, uma queda de dois pontos. Flávio Bolsonaro recuou quatro pontos, de 37% para 33%. No mesmo intervalo, Cury avançou nove pontos, de 2% para 11%.
A movimentação, porém, não significa que todo o crescimento de Cury possa ser atribuído diretamente aos dois líderes. A análise da Nexus identifica quatro pontos provenientes de eleitores de Flávio e dois de Lula e aponta ainda a existência de uma parcela que buscava uma opção fora da polarização.
O movimento também alterou a ordem entre os candidatos. Ronaldo Caiado permaneceu com 5%, Renan Santos continuou com 3% e Romeu Zema caiu de 3% para 1%. No principal cenário, Cury passou a ter oito pontos de vantagem sobre Caiado, que aparece em quarto lugar.
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O que explica o salto de Cury entre os eleitores?
O crescimento do candidato do Avante foi especialmente forte entre os mais jovens. Cury chega a 22% entre os eleitores de 16 a 24 anos e a 16% na faixa de 25 a 40 anos. Entre os entrevistados de 41 a 59 anos, registra 8%, enquanto marca 4% entre aqueles com 60 anos ou mais.
A escolaridade também revela um desempenho acima da média entre os eleitores mais instruídos. Cury alcança 17% entre os entrevistados com ensino superior, 14% entre os que têm ensino médio e 3% entre aqueles com ensino fundamental. Na faixa de renda acima de cinco salários mínimos, chega a 13% em um dos recortes apresentados pelo levantamento.
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A pesquisa foi realizada depois do primeiro debate na televisão, das entrevistas dos presidenciáveis no Jornal Nacional e do início do horário eleitoral gratuito. Segundo a análise apresentada pela Nexus, Cury também foi o candidato mais buscado no Google durante a semana e ganhou mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais, informações tratadas pelo instituto como contexto para o avanço registrado na pesquisa.
O eleitor que chegou a Cury já decidiu o voto?
Ainda não. Apesar do salto expressivo na intenção de voto, o eleitorado de Cury apresenta grau de consolidação significativamente inferior ao de Lula e Flávio Bolsonaro. Entre os eleitores do candidato do Avante, 59% afirmam que a decisão já está tomada, enquanto 39% admitem que ainda podem trocar de candidato. Entre Lula e Flávio, 85% dizem ter o voto consolidado.
O índice de consolidação de Cury, contudo, também avançou. Na pesquisa anterior, apenas 30% dos eleitores do escritor diziam que a escolha estava definida. O resultado atual mostra, portanto, que o crescimento de sua intenção de voto veio acompanhado de um aumento da parcela que considera a decisão definitiva.
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O crescimento de Cury altera o segundo turno?
Por enquanto, não. Apesar da perda de votos de Lula e Flávio no primeiro turno, o confronto direto entre os dois em um segundo turno permaneceu exatamente igual ao da semana anterior: 46% para o presidente e 45% para o senador, em empate técnico.
O destino declarado pelos eleitores de Cury em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio ajuda a explicar esse resultado. Entre os que escolhem o candidato do Avante no primeiro turno, 46% dizem que votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 23% migrariam para Lula. Outros 29% afirmam que votariam em branco ou nulo.
A nova rodada da BTG/Nexus ouviu 2.005 eleitores por telefone entre os dias 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08900/2026.
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VEJA+IA: Este conteúdo de pesquisa foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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