"Queria ter removido": o maior "ponto fraco" de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para Shigeru Miyamoto é algo que fãs reclamam há anos

Link sempre teve criaturas que o auxiliam na jornada, mas nem todos são amados pelos jogadores

Bárbara Castro

Atualizado: 29 de Agosto de 2026 às 15:01

Protagonista de The Legend of Zelda, Link sempre tem alguma criatura ou recurso que serve para guiar o jogador ou ajudá-lo em algum momento dando dicas ou comentários aleatórios. No entanto, nem sempre eles são amados pelos jogadores e Shigeru Miyamoto tem toda a compreensão disso, já que revelou que a adição de Navi em Ocarina of Time é o "maior ponto fraco" do aclamado jogo.

Resgatado de uma entrevista na Enciclopédia de Ocarina of Time em 1999, Miyamoto foi franco em dizer que Navi, a fada que serve de guia a Link no começo do jogo, pode não ter sido uma boa ideia, não porque a criatura alada é "irritante", como muitos jogadores reclamam há décadas, mas simplesmente porque o sistema de "dicas" do game não satisfez o diretor.

"É incrivelmente difícil projetar um sistema que ofereça orientações adequadas e personalizadas para a situação do jogador. Para fazer isso direito, seria preciso dedicar tanto tempo quanto se leva para desenvolver um jogo inteiro, e eu temia muito que acabássemos nos metendo em uma enrascada se buscássemos a perfeição nesse aspecto..."

Ele continuou:

"Se você ler as falas da Navi, verá que ela repete as mesmas coisas o tempo todo. Sei que isso pode parecer ruim, mas nós a deixamos propositalmente com um comportamento meio "bobinho". Acredito que, se tivéssemos tentado tornar as dicas da Navi mais sofisticadas, essa "tolice" teria acabado se destacando ainda mais."

  • "Me assustava demais quando criança": como uma simples imagem de tubarão gerou onda de medo e teorias em jovens que jogavam The Legend of Zelda: Ocarina of Time

Miyamoto revelou que até pensou em remover esse sistema de dicas (e Navi) por completo no jogo, mas, ao mesmo tempo, lembrou que alguns jogadores poderiam ficar presos em locais dos games, afinal, a franquia Zelda é famosa por quebra-cabeças.

"Isso teria tornado o jogo ainda menos acessível aos jogadores. Você pode encarar a Navi como um recurso para quem para de jogar por um mês, mais ou menos, e depois retoma a partida querendo lembrar o que deveria fazer. É uma desculpa meio cara de pau, eu sei."

No fim, disse Miyamoto, vai de cada jogador saber como se movimentar no jogo: alguns terão dificuldades, outros não.

"Tentamos tornar as dicas acessíveis aos jogadores, mas ouvi muita gente dizer que não conseguia avançar sem um guia de estratégia. No entanto, ao analisarmos mais de perto, percebemos que as partes em que as pessoas precisam de dicas variam de jogador para jogador; não há um padrão. Mas isso é inevitável em um jogo como Zelda, que combina ação e resolução de quebra-cabeças."

Fale bem ou fale mal de Navi, é preciso concordar que ela continua um dos guias mais famosos de Zelda.


Inscreva-se no canal do IGN Brasil no YouTube e visite as nossas páginas no Facebook, Twitter, BlueSky, Threads, Instagram e Twitch!| Siga Bárbara Castro no Instagram.