Reserva Federal aumenta juros em 25 pontos base e deve repetir até final do ano

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  • A Reserva Federal dos Estados Unidos aumentou as taxas de juro em 25 pontos base, marcando a primeira subida desde julho de 2023 devido à pressão inflacionária da guerra no Irão.
  • Os analistas esperavam esta decisão, com a Fed a destacar a resiliência dos gastos domésticos e um crescimento sólido da atividade económica, apesar da incerteza geopolítica.
  • As projeções indicam mais um aumento das taxas de juros até ao final do ano, com uma expectativa de retorno à meta de inflação de 2% apenas em 2029.

A Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos aumentou as taxas de juro em 25 pontos base, com a pressão inflacionária criada pela guerra no Irão a obrigar o banco central americano a decidir a primeira subida desde julho de 2023 e a quebrar uma pausa que durava desde o início deste ano.

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Anunciada esta quinta-feira em comunicado, a decisão do Federal Open Market Committee (FOMC, comité de política monetária) de subir as Fed Funds Rates para o intervalo entre 3,75% e 4,00% foi unânime e era amplamente esperada pelos analistas e investidores.

“A atividade económica vem se expandindo a um ritmo sólido”, referiu. “Embora a incerteza permaneça elevada — em parte devido a desdobramentos geopolíticos —, os gastos domésticos têm demonstrado resiliência“.

O banco central liderado por Kevin Warsh sublinhou que o crescimento da produtividade “é forte, e o investimento em capital, robusto”, enquanto a geração de empregos tem acompanhado a evolução da força de trabalho, e a taxa de desemprego apresentou pouca variação.

“A inflação permanece elevada“, alertou. “A medida de política adotada hoje favorecerá um retorno mais célere à meta de 2% estabelecida pelo Comité”, referiu, garantindo que assegurará a estabilidade de preços.

Dot plot aponta para mais uma subida até final do ano

Os decisores da Fed preveem mais um aumento da taxa de juros este ano, após a subida realizada na quarta-feira, e esperam manter as taxas estáveis ​​em 2027, segundo projeções trimestrais divulgadas após a reunião. Dos 18 membros do comité, 19 apresentaram previsões para as taxas de juros, o que sugere fortemente que o presidente do banco central, Kevin Warsh, absteve-se de oferecer projeções, assim como fez em junho. O chamado dot plot (gráfico de pontos), que mapeia as opiniões dos decisores, mostrou que 16 esperam aumentar as taxas este ano, enquanto dois preveem a manutenção das taxas nos níveis atuais.

As projeções também indicaram que os decisores agora esperam uma inflação, de modo geral, mais alta para este ano e para os anos seguintes. Para 2026, a mediana das previsões para a inflação, medida pelo índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), ficou em 3,7%, ante a projeção de 3,6% feita em junho. Os membros do comité ainda esperam que o índice PCE fique em 2,3% no ano seguinte, com a taxa em 2,1% para 2028 — acima da previsão de 2% feita em junho. A expectativa é retornar à meta de inflação de 2% em 2029.

As projeções da Fed também mostraram perspetivas de crescimento e emprego praticamente estáveis. O crescimento do PIB para este ano é estimado em 2,3% — uma alta em relação à previsão de 2,2% de junho — e em 2,4% para 2027. A taxa de desemprego, que estava em 4,1% em agosto, deve encerrar o ano no mesmo patamar, mantendo-se nesse nível até 2029.

(Notícia atualizada às 19h23)

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