O ministério informou em comunicado que o oleoduto, a principal rota de abastecimento para os mercados globais no atual contexto de tensões no estreito de Ormuz, foi "alvo de múltiplos ataques na manhã de quinta-feira", pelo que "foi encerrado como medida de precaução".
"Os ataques fizeram vários feridos, que receberam assistência médica", acrescentou a mesma fonte.
Pouco depois, o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita afirmou que o ataque foi realizado com vários drones lançados do Iraque, causando danos que "estão atualmente a ser reparados".
A diplomacia saudita condenou o ataque e esclareceu que, após o pedido do primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, "de dar uma oportunidade ao governo do Iraque para adotar as medidas necessárias visando impedir ataques lançados a partir de território iraquiano contra o reino e os países vizinhos, a Arábia Saudita optou por não responder nesta fase".
Riade reafirmou, no entanto, que "reserva-se o direito de adotar todas as medidas necessárias para proteger a sua soberania, segurança, instalações, cidadãos e residentes".
Por seu lado, o Governo iraquiano condenou os ataques e elogiou "a postura do reino e a sua resposta positiva aos esforços do Iraque para conter a situação", segundo informou a agência noticiosa oficial iraquiana INA.
Bagdade acrescentou que Al-Zaidi "determinou uma investigação urgente sobre as circunstâncias dos ataques e os responsáveis pelos mesmos, instruindo que sejam tomadas medidas legais contra qualquer pessoa cuja participação fique comprovada".
A Arábia Saudita já tinha denunciado, em ocasiões anteriores, ataques lançados a partir de território iraquiano por milícias pró-Irão contra instalações petrolíferas em Riade e na Região Oriental, chegando mesmo a lançar, no final de Julho, uma ofensiva conjunta com os Estados Unidos em resposta.
O oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita, também chamado Petroline, é uma infraestrutura estratégica que atravessa o país desde os campos petrolíferos do leste, no golfo Pérsico, até ao porto de Yanbu, no mar Vermelho.
Possui uma extensão de cerca de 1.200 quilómetros e uma capacidade máxima de 7 milhões de barris diários.
A sua importância reside no facto de permitir a exportação de crude evitando o estreito de Ormuz, o que levou a Arábia Saudita a aumentar a sua utilização para desviar as exportações para Yanbu e mitigar o impacto do bloqueio e das restrições nesta via marítima.
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