Rudi Garcia, de 62 anos, deixa a seleção ao fim de 18 meses, período em que a Bélgica chegou aos quartos de final do Mundial de 2026, no qual foi eliminada pela Espanha, que viria a se sagrar campeã.
Em comunicado, a RBFA anunciou a saída do selecionador do comando da equipa nacional, após uma decisão mútua de não renovar o seu contrato, que expiraria a 31 de julho, que o próprio treinador francês já confirmou.
Sob o seu comando desde 01 de fevereiro de 2025, os 'diabos vermelhos' garantiram o seu lugar na Liga das Nações da UEFA e qualificaram-se para o Mundial2026, onde foram eliminados nos 'quartos'.
"Após conversações com a RBFA, decidimos não prolongar o excelente percurso que partilhámos nos últimos 18 meses. Deixo a Bélgica na Liga A da Liga das Nações e entre as oito melhores seleções do mundo", disse Rudi Garcia em comunicado.
O diretor desportivo da federação, Vincent Mannaert, elogiou o "papel fundamental" de García num contexto desportivo e financeiro "complicado", bem como o seu "compromisso e experiência" na restauração da coesão dentro da seleção.
"Quero agradecer ao Rudi e aos seus adjuntos pelos últimos 18 meses. Juntamente com a minha equipa, estamos já a preparar o novo ciclo, incluindo a nomeação de um novo treinador para a seleção", afirmou Vincent Mannaert.
O treinador francês de ascendência espanhola assumiu o comando da seleção após uma sequência de cinco derrotas consecutivas e no auge do declínio da sua geração de ouro, com as retiradas de Eden Hazard, Vincent Kompany, Thomas Vermaelen e Marouane Fellaini.
Sob o seu comando, marcado ainda pelo regresso do guarda-redes Thibaut Courtois, que se tinha afastado da seleção, a Bélgica disputou 20 jogos, nos quais registou 12 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas, marcando 60 golos e sofrendo 20.
A imprensa belga considera agora o antigo jogador holandês Mark van Bommel o favorito para lhe suceder.
Rudi Garcia é o 16.º selecionador a cessar funções no contexto do Mundial2026, e nos quais se incluem o espanhol Roberto Martínez, que cessou funções à frente da seleção das 'quinas', e o português Carlos Queiroz, que terminou contrato com o Gana.

Infantino 'invade' balneário de Espanha e oferece prémios aos jogadores
Gianni Infantino, presidente da FIFA, entregou logo após a final do Mundial, os mini troféus personalizados para cada um dos jogadores, assim como os anéis personalizados de campeões do mundo, ainda que apenas para o capitão e selecionador de Espanha.
Davide Rodrigues Araújo | 16:02 - 20/07/2026