Salgueiro lidera programa do PS para saber quantas casas o país precisa

Em declarações à Lusa, a antiga presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses explicou que o esforço da equipa que coordena vai no sentido de falar com "os vários atores que participam na área da habitação" no âmbito do Programa Nacional do PS de Auscultação para a Habitação .

"Nós temos de ter respostas, porque aquilo que o Governo fez até agora foi agravar um problema. Já tinha um problema, mas agravou o problema", acusou hoje o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, antes da primeira de "muitas reuniões" ao abrigo do programa que pretende ouvir vários setores da sociedade para "preparar a estratégia de Habitação para a próxima década".

Como exemplo de como o Governo piorou o problema da Habitação, José Luís Carneiro salientou que "por força da chamada renda moderada adotada pelo Governo, houve um crescimento em flecha dos custos com um arrendamento de 34%".

Neste âmbito, assinalou Luísa Salgueiro, a equipa vai falar com "promotores imobiliários, inquilinos, proprietários, banca, cooperativas, associações de estudantes, associações juvenis, arquitetos, sociólogos, todas as entidades e pessoas que se destaquem e que têm uma relação com esta área, que ajudem a ter uma visão mais transversal e um conhecimento rigoroso da situação do país para formularmos as propostas mais acertadas".

Luísa Salgueiro afirmou que, para poder existir "um plano de resposta às necessidades da população", tem que ser criado o "Serviço Nacional de Habitação Acessível", indicando que, preparado o documento que querem que esteja pronto até 24 de outubro, apresentarão as suas propostas ao país.

Questionada sobre que informação espera reunir até ao prazo avançado, a autarca disse que esperam "conhecer melhor, sobretudo, os constrangimentos que o país tem enfrentado" e que o tem "impedido de encontrar solução para a crise da habitação".

Dos contactos que vão ter neste período, a coordenadora quer reunir-se também com "empresas com novas soluções de construção, planeadores com novas visões de território, juristas com conhecimento da legislação sobre os solos, sociólogos que percebem melhor de que forma que se deve construir este habitat que todos têm que construir, estudantes, jovens que têm necessidades de habitação".

"É a partir do contributo transversal de todas estas pessoas e entidades que nós vamos encontrar as propostas com as melhores soluções para construir no futuro o Serviço Nacional de Habitação", insistiu.

Uma vez concluído o documento, revelou que "deverá ser apresentado no dia 7 de novembro", aquando do "Movimento Contamos Todos".

Após esse momento, acrescentou a autarca, a direção do PS e o seu secretário-geral decidirão se querem "transformá-lo em iniciativas legislativas para apresentar na Assembleia da República já, ou se pretendem guardá-los e reservá-los para, no momento em que sejam poder e que possam exercê-los no Governo, os poderem pôr em prática".

Questionada se, hoje, a equipa tem um número do que é a necessidade a nível nacional de habitação, Luísa Salgueiro reservou-o para o momento da divulgação do documento, entendendo que só aí terão condições para apresentar "indicadores quantificados".

Leia Também: Tem mais de 65 anos? Matosinhos oferece seis reparações em casa por ano