São Tomé: Votação decorreu em clima pacífico, ordeiro e de tranquilidade

A missão, chefiada pelo presidente da Comissão Nacional Eleitoral de Angola e líder também da ROJAE-CPLP, Manuel Pereira da Silva, sublinhou que as eleições foram "conduzidas, do ponto de vista organizacional e operacional, em conformidade com as regras legalmente estabelecidas no quadro jurídico-eleitoral" de São Tomé e Príncipe, "bem como com os princípios e padrões internacionais aplicáveis aos processos eleitorais em Estados de direito democráticos".

A missão, contudo, recomenda "a inserção de mecanismos de simplificação dos procedimentos eleitorais", desde a orientação do local de voto do eleitor, assim como no processo de contagem, além do "aperfeiçoamento dos procedimentos logísticos relativos à entrega e recolha do material eleitoral".

O Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, foi reeleito domingo com 55,94% dos votos, contra os 41,92% do principal adversário, Nito d'Abreu.

Os outros dois candidatos não chegaram aos 2%: Eugénio Tiny e Miques João arrecadaram, respetivamente, 1,07% e 1,58%. Voltaram a não contar com qualquer apoio partidário e a sua campanha eleitoral foi praticamente inexistente.

Mais de 142 mil eleitores foram chamados a escolher o Presidente, numas eleições marcadas pela crispação política, mas sem registo de incidentes de maior.

Para a observação das eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe encontram-se no terreno várias missões internacionais, nomeadamente, da União Europeia, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos países do G-7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e ainda da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).

Segundo a CEN, os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.

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