O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou hoje que o Governo norte-americano pode não chegar a um acordo nuclear com o Irão e, em alternativa, optar por destruir a capacidade do país para desenvolver armas atómicas.
© Brian Kaiser/Bloomberg via Getty Images

"Pode não haver um acordo nuclear. Podemos simplesmente destruir as suas capacidades para fazer [armas atómicas]", declarou Wright durante uma entrevista ao canal de televisão ABC.
O governante acrescentou que a possibilidade de os Estados Unidos chegarem a um acordo com Teerão pode ser adiada até à chegada de uma nova administração norte-americana.
As declarações de Wright surgem depois de o Irão ter bombardeado hoje um navio norte-americano no Estreito de Ormuz, em resposta aos ataques norte-americanos registados no sábado contra navios petroleiros iranianos.
Este retomar das hostilidades acontece em plena escalada dos preços dos combustíveis devido ao conflito, que começou há mais de seis meses e interrompeu o tráfego no estratégico Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do crude mundial antes do conflito.
Washington e Teerão mantêm há meses negociações diretas e indiretas para chegar a um acordo que ponha fim ao conflito.
Em junho, ambos os países assinaram um memorando de entendimento que abriu um novo processo de diálogo e contemplava medidas sobre as reservas iranianas de urânio enriquecido e a sua redução sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), embora as negociações não tenham resultado num acordo nuclear definitivo.
Nos Estados Unidos, segundo dados da Associação Americana de Automóveis (AAA), o preço médio da gasolina atingiu o recorde histórico de cerca de 4,14 dólares por galão (3,785 litros) neste fim de semana que antecede o feriado nacional do Dia do Trabalhador, que se assinala na primeira segunda-feira de setembro e marca o fim do verão no país.
A associação AAA atribuiu este aumento de preços à "persistente volatilidade no Estreito de Ormuz, que elevou o preço do crude para a faixa dos 90 dólares por barril".
Leia Também: Agência da ONU anuncia cessar-fogo perto da central nuclear de Zaporijia
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