Principal jogadora e capitã, a ponteira Gabi, que foi desfalque na Liga das Nações, tem tudo para estar de volta à equipe nacional para o Sul-Americano. A competição vale vaga ao campeão nas Olimpíadas de Los Angeles 2028 e acontecerá no Ginásio do Maracanãzinho, entre os dias 8 e 13 de setembro.
No saguão do Aeroporto Internacional de Guarulhos, o treinador José Roberto Guimarães lamentou a ausência de Gabi ao longo da competição internacional. Ele projetou o retorno e revelou que a camisa 10 vai se apresentar com o restante do grupo no próximo dia 4, em Saquarema (RJ). Até lá, as jogadoras terão uma semana de folga.
- Eu queria muito ter contato com a Gabi neste ano. Desde a primeira etapa, eu até tinha prometido que ela iria jogar, mas acabou que ela não conseguiu participar. E depois tivemos que ter mais cuidado com o físico dela. Ela está começando a fazer a hipertrofia, daqui a duas semanas, ela vai estar saltando, tomara Deus. E a gente pretende contar com ela para o Sul-Americano - disse Zé.
- Se depender de mim, é uma garantia. Mas vai depender de como ela vai reagir. Tudo indica que está caminhando bem esse processo. Ela já se apresenta agora com o time no dia 4. E vai dar tudo certo, se Deus quiser. Tem que dar - acrescentou ele.
José Roberto Guimarães dá entrevista em desembarque após finais da VNL — Foto: Marcel Merguizo
Gabi, de 32 anos, vem lidando com um desconforto na região lombar. Ela fez tratamento intensivo, mas optou-se por a preservar para o Sul-Americano, uma espécie de Pré-Olímpico continental.
Além da camisa 10, o Brasil teve três outros importantes desfalques nas finais da VNL, em Macau. Júlia Kudiess e Tainara se machucaram ao longo do torneio, e a líbero Nyeme desfalcou a equipe em jogos no exterior, para não ficar longe da filha pequena, Antonella.
- A gente fica chateado de não ter conquistado a medalha de ouro, mas o que mais nos deixa triste era não ter podido contar com algumas jogadoras. Era um momento muito importante, porque a seleção hoje faz poucos jogos por ano - afirmou Zé Roberto.
- Antigamente, eram vários torneios. Atualmente, a gente joga 20 partidas por ano. E a gente precisa reunir essas jogadoras, para elas jogarem juntas e cada vez tenham um aproveitamento e um sincronismo melhor. E de achar as alternativas para o futuro, principalmente para os Jogos Olímpicos e o Mundial - acrescentou ele.
Gabi Guimarães em ação pela seleção na última temporada — Foto: Divulgação/FIVB