Encomenda secreta que vai sair da China de avião ainda vai passar pelo Paquistão antes de chegar ao destino
O presidente dos Estados Unidos parece continuar a não querer acreditar, mas os dados que vão surgindo fazem com que isso seja cada vez mais difícil. A China está mesmo a ajudar o Irão a resistir militarmente e há novas provas disso.
De acordo com a agência Reuters, o regime de Teerão espera receber nas próximas semanas um novo carregamento com 400 lançadores de mísseis fabricados pela China.
São armas portáteis, que se podem carregar no ombro, e que servem como defesa antiaérea.
A agência britânica refere que esta é uma das maiores compras militares do Irão durante a guerra que estalou no fim de fevereiro, com o montante a andar entre valores como 52 a 61 milhões de euros.
O objetivo é conseguir defender os locais militares, mas também as infraestruturas estratégicas, nomeadamente as zonas de investigação nuclear como a montanha de Kolang, onde se suspeita que esteja grande parte do programa de armamento do Irão.
O contrato em causa cobre a compra de 300 a 400 sistemas portáteis de lançamento de mísseis, incluindo ainda mísseis QW-12 e FN-16, igualmente de fabrico chinês.
O acordo foi assinado com a Zhongqing Baoshang International Investment, uma empresa sedeada em Hong Kong que tem estado a agir como intermediário entre Irão e os fornecedores chineses.
À agência Reuters, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China garantiu que esta informação não é verdadeira, com Pequim a continuar a defender que “tem desempenhado constantemente um papel de promoção da paz para o fim do conflito”.
Só que nos bastidores o Irão tem mesmo de se rearmar, com a oportunidade que surge da China a ser uma das melhores, o que mostra, de acordo com a Reuters, que há uma ligação militar cada vez mais próxima entre as partes.
Quanto à entrega destes novos sistemas, a mesma vai fazer-se a partir de um transporte aéreo que vai partir de Urumqi, no oeste da China, passando depois pelo Paquistão até chegar ao Irão. Não é claro se esta segunda etapa também será através de uma ponte aérea ou pelo chão.
Voltando ao início, Donald Trump continua a parecer querer desvalorizar o eventual papel de China e Rússia na guerra, mas todas as informações que vão surgindo apontam que essa correlação existe mesmo.