Com o regresso da atividade parlamentar, voltam também as sondagens e avaliações 'à risca'. Numa sondagem feita pela Pitagórica para a TVI/CNN Portugal e Nascer do Sol, é possível perceber que se as eleições legislativas fossem hoje a escolha dos portugueses não era tão clara quanto foi.
É que, de acordo com os dados recolhidos, haveria um empate técnico, com os socialistas a terem uma ligeira vantagem. Segundo a análise, o Partido Socialista (PS) tem 27,9% das intenções de voto, superior aos resultados obtidos nas Legislativas de 2025, quando o partido teve 22,83% dos votos.
Em segundo lugar não fica a AD, que está no poder, mas sim o Chega, com 27,1% das intenções de voto (nas Legislativas, o partido liderado por André Ventura obteve 22,76%).
A AD, coligação entre Partido Social Democrata (PSD) e CDS, fica ainda no pódio, mas no último lugar, com 25,7% dos votos. Note-se que este resultado na intenção de voto fica distante do resultado obtido quando a coligação venceu as Legislativas, com cerca de 31% dos votos.
E fora do pódio?
Já em relação aos restantes partidos que regressam agora ao Parlamento, é a Inciativa Liberal (IL) que está logo a seguir à AD, com 6,1% das intenções de votos - e com uma nova líder, Mariana Leitão. Em 2025, os liberais elegeram nove deputados, com 5,36 dos votos. Segundo os resultados da Pitagórica, a IL poderia mesmo chegar aos 7,8%, se a ida às urnas fosse hoje.
Também o Bloco de Esquerda - que mudou de liderança entretanto, agora com José Manuel Pureza - subiu nas intenções de voto, que segundo a análise são de 2,2%. Na ida às urnas, os bloquistas conseguiram um deputado, com 1,99% dos votos.
Já em 'queda' estão partidos como o Livre, CDU e PAN. Quem 'cai' mais é a CDU, que nas intenções de voto obteve 2,4% (nas eleições o PCP e PEV tiveram 2,9%).
Também o Livre teve mexidas na liderança, com a saída de Rui Tavares e entrada de Jorge Pinto - mantendo-se apenas Isabel Mendes Lopes ao lado de cada um deles. Nas intenções de voto agora analisas, o partido cai para os 4%, tendo obtido nas eleições 4,1%.
Já o PAN, liderado por Inês Sousa Real - deputada única na Assembleia da República -, desce dos 1,4% efetivos para 1,3% nas intenções de voto.
Na análise é ainda avaliada não só a popularidade do Governo, como do seu chefe, Luís Montenegro. Segundo os resultados, e numa altura que está marcada pelas polémicas dos exames nacionais e nas investigações que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves, 58% das pessoas desaprovam o atual Executivo, percentagem que sobe um pouco - para 59% - quando o 'assunto' é apenas o primeiro-ministro.
Os índices de aprovação para o Executivo e o seu líder estão no mesmo patamar, 35%.
Mas a esperança ou outras oportunidades ainda pairam na cabeça dos portugueses, já que 53% das pessoas que foram inquiridas entende que o Governo deve chegar ao fim da legislatura. Por outro lado, 42% diz que o Governo não deve cumprir o mandato total para o qual foi eleito.
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