A SpaceX lançou e recuperou ambos os módulos da nave Starship, o primeiro foguetão construído com a capacidade de ser totalmente reutilizável, e, pela primeira vez, lançou vários novos satélites funcionais da constelação Starlink. Após várias semanas de lançamentos adiados, o 13.º teste do lançador da empresa de Elon Musk voou durante mais de uma hora, soltou 20 satélites, com o objetivo de amarar no Oceano Índico.
O Starship saiu da Starbase, no sul do Texas, pelas 23h50 (hora de Lisboa) desta sexta-feira. Ao fim de dois minutos e 30 segundos de voo, o Super Heavy Booster, o propulsor responsável pela descolagem, separou-se da Ship e partiu rumo ao Golfo do México, onde acabou por pousar na vertical quase 5 minutos depois, recebendo uma ovação da equipa da SpaceX — que se tornou a repetir passada uma hora, com a amaragem “graciosa” da Ship, pela primeira vez de forma tão “suave”, como foi descrito na emissão oficial.
Liftoff of Starship! pic.twitter.com/RdieYIh6Fd
— SpaceX (@SpaceX) July 24, 2026
Este é o maior foguetão alguma vez construído, bem como o mais potente. Este 13.º voo, que recebeu mais de 500 mil pessoas na transmissão em direto na rede social X, estava inicialmente previsto para o dia 16 de julho, mas o lançamento acabou por ser abortado a meros segundos da descolagem após terem sido verificadas várias falhas nos motores. Passou, então, para 23 de julho, resultando num novo adiamento de 24 horas devido à meteorologia.
Splashdown confirmed! Congratulations to the entire SpaceX team on the 13th flight test of Starship! pic.twitter.com/g27YJCQgiN
— SpaceX (@SpaceX) July 24, 2026
O foguetão de mais de 122 metros de altura tem a capacidade de carregar mais de 100 toneladas de carga útil até à órbita terrestre. Neste 13.º voo, o Starship transportava pela primeira vez 20 novos satélites V3 da constelação Starlink, que vão “expandir a capacidade da rede e aumentar as velocidades” de internet, naquele que foi o voo mais bem-sucedido desde a sua estreia em 2023. Outra novidade neste teste de lançamento foi a tentativa de fazer regressar com sucesso ambos os módulos.
Super Heavy has splashed down in the Gulf of America! pic.twitter.com/lHdEznFpT4
— SpaceX (@SpaceX) July 24, 2026
A intenção para os próximos voos de teste será aterrar tanto o Super Heavy Booster como a Ship nos “chopstick arms”, as plataformas de aterragem desenvolvidas pela SpaceX. A última vez que o módulo de propulsão foi “apanhado” por estas “garras” foi em março de 2025, no seu oitavo lançamento. Esta versão da Ship nunca tinha sido recuperada intacta. O último — e único — splashdown feito com sucesso de ambos os módulos foi em 2024, no quarto voo teste do foguetão.
A terceira versão do Starship é a que está programada para ser utilizada na missão Artemis III, da NASA, destinada a preparar os módulos lunares — em conjunto com uma solução desenvolvida pela Blue Origin — para a eventual alunagem planeada para 2028, a primeira em mais de 50 anos.
A bordo deste 13.º voo, os 20 satélites de última geração da Starlink só estiveram cerca de 20 minutos no espaço, por terem sido lançados intencionalmente na mesma rota que a nave. Neste período, a SpaceX procurou testar o funcionamento de diferentes componentes destes novos satélites nunca antes lançados, como as antenas e os painéis solares incorporados. Durante a emissão, a equipa da empresa de Elon Musk explicou que um lançamento do Starship tem uma capacidade de transporte 20 vezes superior à do Falcon 9 — o transporte habitual desta constelação.
Deployment of 20 @Starlink V3 satellites complete. Today's test will provide critical data as we prepare to expand our Starlink constellation pic.twitter.com/jWKLwXGlsk
— SpaceX (@SpaceX) July 24, 2026
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