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12h01
Euribor desce a três e a seis meses e sobe a 12 meses
A Euribor desceu esta sexta-feira a três e a seis meses e subiu a 12 meses em relação a quinta-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que baixou para 2,474%, continuou abaixo das taxas a seis (2,683%) e a 12 meses (2,898%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou, ao ser fixada em 2,683%, menos 0,004 pontos que na quinta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a junho indicam que a Euribor a seis meses representava 39,9% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,3% e 24,38%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou, para 2,898%, mais 0,014 pontos que na sessão anterior.
Já a Euribor a três meses cedeu, ao ser fixada em 2,474%, menos 0,003 pontos que na quinta-feira.
Em julho, a média mensal da Euribor subiu, de novo, a três, a seis e a 12 meses, mas com menos intensidade do que em junho e mais acentuadamente no prazo mais curto.
10h59
Bolsas europeias contidas antes do relatório de emprego dos EUA. Stoxx 600 a caminho da quarta semana consecutiva de ganhos
As bolsas europeias seguem sem grandes movimentos na manhã desta sexta-feira, com os investidores cautelosos antes da divulgação do relatório de emprego dos EUA e com o petróleo a regressar às subidas, ultrapassando o barril Brent os 83 dólares. O mercado está, assim, ainda a digerir as notícias de que o Irão vai restringir navios dos EUA e de Israel no estreito de Ormuz. Ainda assim, o Stoxx 600 caminha para o quarto avanço semanal seguido, perto de máximos históricos, subindo 0,16%.
O índice alemão DAX regista um crescimento de 0,48%, ao passo que o francês CAC40 sobe 0,18% e o FTSE 100 do Reino Unido sobe 0,09%. Em sentido contrário, a Península Ibérica abriu a sessão de sexta-feira no vermelho, recuando o espanhol IBEX 0,58% e o português PSI 0,69%. Em Itália, também é dia de recuos, caindo o FTSE MIB 0,19%.
Em destaque no que toca aos resultados empresariais, a Novo Nordisk está a crescer 4,93% após um tribunal dos EUA ter rejeitado um processo "antitrust" contra o seu medicamento de emagrecimento. Também se destacam a Genmab (+9,22%) com lucros acima do esperado e, em sentido oposto, a Daimler Truck (-4,16%) após divulgação de resultados.
"A ambiguidade de Kevin Warsh (presidente da Fed) na reunião do FOMC de julho faz com que dados como os do emprego de hoje tragam um risco maior de reação desproporcionada nos mercados", comentaram estrategas do ING Bank, citados pela Bloomberg.
10h59
Juros europeus aumentam com crescente preço do petróleo e o discurso restritivo dos bancos centrais
Os juros das dívidas soberanas europeias estão a subir na manhã desta sexta-feira, ainda que moderadamente, depois de o petróleo ter voltado a subir, com o Brent a ultrapassar novamente os 83 dólares, na sequência de um projeto de lei do parlamento iraniano que propõe banir navios dos EUA e de Israel do Estreito de Ormuz e multar outros que violem este bloqueio.
O sobressalto reacende o receio de pressões inflacionistas, mesmo com as negociações entre Irão e Omã sobre um corredor de navegação a continuarem em paralelo. O discurso ainda restritivo do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco de Inglaterra, para além das incertezas em torno da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), continua a limitar o espaço para um recuo das "yields".
Os juros das "Bunds" alemãs a 10 anos, referência para a Europa, bem como os juros das obrigações francesas, crescem 0,7 pontos-base, para 3,145% e 3,938%, respetivamente. Em Itália, a "yield" sobe 0,2 pontos-base para 3,919%. Na Península Ibérica, as taxas de juro das obrigações portuguesas e das obrigações espanholas crescem 0,5 pontos-base para 3,476% e 3,582%, respetivamente. Fora da Zona Euro, as "Gilts" do Reino Unido a 10 anos situam-se em 4,943%, aumentando 0,6 pontos-base.
O mercado obrigacionista britânico continua a ser o ponto mais sensível da região. Segundo uma análise da Bloomberg, é difícil justificar uma descida de juros do Banco de Inglaterra enquanto não houver prova convincente de que a inflação não vai enraizar-se: os preços das matérias-primas mantêm-se elevados o suficiente para alimentar receios de persistência inflacionista, o risco de escalada no Irão continua presente, e o próximo indicador relevante (o índice de preços no consumidor de julho, a 19 de agosto) só vai refletir o primeiro ajuste trimestral das tarifas energéticas às famílias após o choque entre os EUA e o Irão.
Essa cautela soma-se ao discurso ainda restritivo do BCE: os investidores continuam a atribuir uma probabilidade elevada de mais uma subida de juros até ao final do ano, com cerca de 40% de hipótese de um segundo aumento, segundo dados recolhidos esta semana. "É improvável que o prémio de prazo desça, dado o pano de fundo fiscal britânico mais frágil, a maior exposição a choques de oferta e a mudança para uma base de investidores mais frágil. No conjunto, os riscos estão inclinados para yields de gilt mais altas", segundo a mesma análise da Bloomberg.
Importa também olhar para a Fed e os sinais associados à eventual alteração das taxas de juro. Dhiraj Narula, estratega de taxas de juro do HSBC, afirma estar mais atento ao indicador de inflação da próxima semana para obter direção, uma vez que alguns membros da Fed têm continuado a manifestar preocupação com a sua persistência. "Achamos que os dados de inflação da próxima semana são mais importantes, sobretudo porque vários responsáveis que apoiaram a manutenção das taxas em julho têm assinalado que novos sinais de inflação persistente motivariam uma ação", disse, citado pela Bloomberg.
10h59
Euro e libra recuam com Ormuz em vista; iene mais forte com efeito da intervenção a esbater-se
Os mercados cambiais abrem esta sexta-feira sem grandes sobressaltos, mantendo-se os investidores cautelosos sobre a situação no Médio Oriente e o seu efeito nas pressões inflacionistas a nível global. A atenção dos investidores concentra-se agora na divulgação do relatório de emprego dos EUA, à procura de pistas sobre o rumo da política monetária da Fed, num dia em que o mercado cambial segue globalmente influenciado pelo aumento do preço do petróleo e as consequentes preocupações inflacionistas.
O euro recua 0,02% para 1,1523 dólares, mantendo-se perto de máximos de sete semanas, enquanto a libra esterlina recua 0,04% para cerca de 1,3450 dólares. No caso do euro, os mercados continuam a precificar mais uma subida de juros do BCE até ao final do ano, depois de o banco ter deixado as taxas inalteradas na última reunião, após valorizar cerca de 0,3% na sessão anterior.
O iene, por outro lado, recua 0,03% na sessão (-2,59% no mês), com o câmbio para o dólar a subir para 158,379 ienes, à medida que se dissipa parte do efeito da intervenção conjunta de Tóquio e Washington realizada na semana passada. O enfraquecimento reflete sobretudo o diferencial de taxas de juro e a força renovada do dólar. Os investidores mantêm-se atentos a uma possível subida de juros do Banco do Japão em setembro, depois de o banco central ter deixado a política monetária inalterada - em 1%, o valor mais alto desde 1995 - na reunião mais recente.
08h40
Ouro prolonga tendência de subida à espera de relatório de emprego nos EUA
O ouro está a prolongar a tendência de subida na sessão desta sexta-feira, à medida que os investidores aguardam a divulgação do relatório de emprego dos EUA, procurando pistas sobre o mercado de trabalho e o rumo da política monetária da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed). As apostas dos investidores dividem-se sobre se a Fed vai cortar juros nos próximos meses, mas o tom mais cauteloso de responsáveis do banco central face ao arrefecimento do emprego tem alimentado essa expectativa.
Assim, na manhã desta sexta-feira, a onça de ouro estava a valer 4.291,20 dólares, protagonizando um aumento de 1,21%, beneficiando também da desvalorização do dólar (-1% em termos mensais face ao euro) e da compra contínua por parte de bancos centrais, nomeadamente da China, que se mantém como fator estrutural de suporte à procura.
A falta de um acordo no Médio Oriente também é um fator influenciador neste panorama, podendo levar à manutenção dos preços da energia elevados, pressionando ainda mais um mercado já volátil devido à corrida à inteligência artificial. "Existe uma incerteza considerável em torno do mercado de trabalho norte-americano e do consequente rumo da Fed", afirmou David Chao, estratega global de mercados na Invesco, citado pela Bloomberg. "Os investidores podem estar a reduzir a exposição ao risco e a realizar alguns lucros antes da divulgação do relatório de emprego", acrescentou.
A prata, por sua vez, está a registar também um aumento de 3,29%, negociando nos 63,52 dólares por onça.
08h40
Preço do petróleo aumenta com receio de retaliação perante bloqueio a navios no estreito de Ormuz
O preço do petróleo está a aumentar na manhã desta sexta-feira, receando-se um escalar das tensões no Médio Oriente após o Irão ter anunciado que vai bloquear a passagem de navios dos EUA, de Israel e de outros países pelo estreito de Ormuz. Os investidores estão atentos a possíveis retaliações de Washington.
O barril Brent - de referência para a Europa - está a ser negociado em 83,40 dólares, um aumento de 1,11%, ao passo que o West Texas Intermediate (WTI) está a valer 77,93 dólares por barril, um aumento de 0,82%. Ainda assim, o petróleo mantém uma quebra de cerca de 5% no balanço semanal, tendo recuado anteriormente devido às expectativas de um acordo entre os EUA e o Irão.
"A recuperação do petróleo durante a noite serve como lembrete de que o choque energético ainda não foi totalmente resolvido", afirma Christopher Wong, estratega cambial do OCBC, citado pela Bloomberg.
O acordo entre o Irão e Omã, citado pela agência Fars, prevê a livre circulação das embarcações no estreito de Ormuz, mas que só será permitida quando os países e indivíduos que "provocaram danos" a Teerão recompensarem o país pelos mesmos. Quem violar estas restrições terá de pagar uma taxa adicional de 20% sobre o valor da carga transportada por cada navio, referindo a Fars "sanções severas" a quem não cumprir o bloqueio imposto.
08h03
Praças asiáticas fecham sessão em terreno misto. SK Hynix perde cerca de 5%
As principais praças na Ásia e no Pacífico fecharam a sessão desta sexta-feira em terreno misto, depois de as principais bolsas norte-americanas terem perdido gás no "rally" que fez recentemente os seus maiores índices atingir novos máximos. Também o crescente preço do petróleo, na sequência de o Irão ter anunciado que vai impedir a passagem de navios dos EUA, Israel e outros países pelo estreito de Ormuz, bem como a divulgação do relatório de empregos dos EUA, estão na mira dos investidores esta manhã, receando crescentes taxas de inflação.
Neste âmbito, no Japão, o Nikkei recuou 0,1%, estendendo a queda da sessão anterior, com as ações de tecnologia a recuarem pelo segundo dia consecutivo, ao passo que o Topix cresceu 0,5%. O Kospi, da Coreia do Sul, registou a sétima queda semanal consecutiva, a maior sequência de perdas em mais de três anos, caindo 0,6%. Nos mercados sul-coreanos, destacam-se a SK Hynix, que registou quedas de cerca de 5%, ao passo que, em sentido contrário, a Samsung subiu 0,22%.
A China, por sua vez, chega ao fecho da sessão no verde, com o Shangai Composite a subir 0,64%. Em Hong Kong, o Hang Seng cresce 0,29%. O sentimento positivo na China acontece depois de dados oficiais revelarem que o valor das exportações chinesas para o exterior aumentou 17,8% em termos homólogos em julho para cerca de 2,71 biliões de yuan (348.81 mil milhões de euros).
O MSCI Asia Pacific, índice de referência para a região, cresceu ligeiros 0,01%. Já os futuros do Euro Stoxx 50 apontam para uma abertura sem rumo certo da sessão europeia, recuando 0,04%.
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