A Polícia Militar confirmou a morte por meio de uma nota de pesar. O policial ingressou na corporação em 2 de janeiro de 2003 e dedicou 23 anos à segurança pública. Atualmente, ele exercia funções na Companhia de Comando e Serviço (CCSV), do Departamento de Recursos Humanos (DRH), segundo a publicação.
O crime aconteceu por volta das 5h de sábado, no bairro Jardim Caranã, zona Oeste da capital. O subtenente estava de folga. Após ser atingido, ele ainda conseguiu caminhar para pedir ajuda. O militar chegou consciente ao HGR e informou as características do atirador aos colegas.
No hospital, Nelson Alexandre passou por uma cirurgia inicial, mas apresentou hemorragia grave. Ele precisou de um segundo procedimento para tentar conter o sangramento. A polícia investiga o caso como tentativa de homicídio, mas não descarta a possibilidade de latrocínio. A arma do crime ainda não foi localizada.
O principal suspeito, João Carlos da Costa Duarte, de 28 anos, foi preso na própria quinta-feira (17) pela Delegacia Geral de Homicídios (DGH).
Policial militar de folga é baleado em Boa Vista (RR). — Foto: Reprodução/Redes sociais
Prisão e investigação
Inicialmente, o caso foi tratado como tentativa de assalto. O local do crime foi apontado pela Polícia Civil como uma área com registros de tráfico de drogas.
A prisão do suspeito João Carlos ocorreu após a polícia analisar imagens de câmeras de segurança e ouvir moradores. O delegado Luis Fernando Zucchi explicou que o trajeto do autor foi mapeado e uma testemunha confirmou ter visto o suspeito com uma arma de fogo logo após o crime.
João Carlos da Costa Duarte suspeito de atirar na cabeça de sub-tenente da PM em Boa Vista — Foto: Arquivo pessoal
Os policiais prenderam o suspeito na casa dele, no mesmo bairro onde o PM foi baleado. Durante as buscas no imóvel, a equipe encontrou roupas semelhantes às usadas pelo atirador nas imagens das câmeras. As peças passarão por análise da perícia.
Após a prisão, João Carlos negou participação no crime e alegou que trabalhava na manhã de sábado. A DGH, no entanto, localizou a suposta empregadora, que desmentiu a versão e informou que o homem não compareceu ao local no dia do crime.
Antes da prisão definitiva de João Carlos, outro homem chegou a ser detido no último sábado (12). A investigação, no entanto, obteve imagens de câmeras que comprovaram que ele saiu de casa apenas após o horário do crime. A participação dele foi descartada e ele foi liberado.
Veja reportagem sobre o caso:

Policial militar de folga é baleado em Boa Vista