Superliga Europeia "morreu em 48 horas", mas a ambição dos clubes não

Lusa

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"Posso dizer que o projeto da Superliga acabou, está completamente morto e morreu em 48 horas – fizemos tudo para que acabasse nessas 48 horas –, mas foram dias agitados. Mas, o facto de o projeto ter sido abandonado, não quer dizer que tenha desaparecido a ambição de os maiores clubes disputarem mais jogos grandes, de quererem gerir os calendários e distribuírem as receitas à sua maneira. Essa ambição continua presente", avisou.

O responsável pela estrutura que reúne as principais competições nacionais da Europa deixou este alerta durante o terceiro e último dia da Portugal Football Summit, em Oeiras, reconhecendo que com a "concentração do poder financeiro e desportivo em alguns clubes, agudizada ano após anos e ciclo após ciclo, corre-se o risco de criar uma espécie de Superliga em câmara lenta".

"São poucos e quase sempre os mesmos clubes de topo que participam regularmente nas competições internacionais e, por isso, se mantêm na liderança. Talvez daqui a 10 anos percebamos que deixou de fazer sentido praticar o futebol como atualmente, por ter desaparecido o equilíbrio competitivo ou alguns clubes estarem noutra realidade", referiu.

O italiano, que elogiou a UEFA pelo diálogo estabelecido com a EL em contraste com a FIFA, com a qual mantém litigância judicial, devido aos calendários, assumiu-se um pouco pessimista quanto ao futuro.

"O futebol é um negócio com um horizonte muito curto. Nos clubes, fazem-se planos tendo em conta a situação financeira e sempre de olho na próxima janela de transferências. Há a tendência de resolver os problemas de hoje, mas deixar os de amanhã para a próxima geração", lamentou.

Em cima da mesa vai passar a estar a distribuição de receitas das competições europeias, para o ciclo 2027-2031, com Alberto Colombo a assumir-se confiante de que a UEFA consiga "aumentar o montante a distribuir pelos clubes, sobretudo pelos que não participam".

"A solidariedade está consagrada no estatutos da UEFA e estamos confiantes de que vamos avançar nesta direção", vincou o responsável, apontando ainda o processo de centralização dos direitos audiovisuais em Portugal como uma oportunidade.

Colombo recordou que "a concorrência internacional, com competições da FIFA ou da UEFA, está a provocar a diminuição dos valores a nível nacional", apesar do potencial existente na "grande diáspora portuguesa, com interesse nas grandes marcas Benfica, Sporting e FC Porto".

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