Suspeito de matar empresário de restaurante de luxo no Algarve encontrado morto na cela

O homem estava em prisão preventiva depois de ter sido detido em março por suspeitas de envolvimento no rapto de Ricardo Claro, que entretanto foi encontrado morto num descampado em Loulé

Foi encontrado morto na cela da cadeia de Faro, na manhã desta sexta-feira, o suspeito do homicídio de Ricardo Claro, o gestor financeiro de um restaurante, no Algarve. 

O recluso, Rogério, de 39 anos, foi encontrado pelos guardas prisionais ao início da manhã, aquando da abertura das celas. Estava deitado na cama, sem sinais vitais, e sem marcas evidentes de violência, estando a Polícia Judiciária (PJ) do Sul a efetuar as devidas diligências para apuras as causas e circunstâncias do óbito.

Em declarações à CNN Portugal, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais esclarece, ainda, que o recluso em questão partilha a cela "com outro companheiro" e que o corpo vai agora ser autopsiado.

"Conforme o protocolado foi acionado o INEM e ativada a Policia Judiciária, tendo também sido feitas as comunicações aos tribunais. O corpo será encaminhado para autópsia que determinará a causa da morte. Internamente e, conforme o regulamentado, terá lugar processo de inquérito para apurar as circunstâncias da ocorrência", informa ainda.

O homem estava em prisão preventiva depois de ter sido detido em março por suspeitas de envolvimento no rapto de Ricardo Claro, que entretanto foi encontrado morto num descampado em Loulé.

A vítima, de 50 anos, era diretor financeiro do restaurante de luxo Well, em Vale de Lobo. Desapareceu a 13 de março, após um jantar em casa da mãe, em Faro. Terá sido atraído para uma emboscada e foi violentamente espancado até à morte. Os suspeitos conseguiram aceder ao cofre do restaurante, assaltar a casa da vítima e efetuar vários movimentos bancários nas contas do gestor e do estabelecimento. Depois, abandonaram o corpo, que foi encontrado mais de duas semanas depois pela Polícia Judiciária do Sul com os pulsos e os tornozelos amarrados com fita adesiva.

A investigação identificou três suspeitos, todos de nacionalidade brasileira, mas Rogério, ex-funcionário do restaurante, era o único detido neste processo. Terá sido ele a atrair Ricardo Claro para a emboscada, que terminou no homicídio do gestor. Os outros dois suspeitos fugiram para o Brasil.