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A medida divulgada pelo do Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro visa a Fly Baghdad Airlines Company, também registada como Iraq Express e Fly Baghdad, com sede na capital iraquiana.
Abrange também duas aeronaves, identificadas como Yi-Baf e Yi-Ban, operadas pela referida companhia aérea.
Além disso, o OFAC suspendeu as sanções a um cidadão iraquiano identificado como Bashir Abdulkadhim Alwan al-Shababni, que estava na lista da agência desde janeiro de 2024 como presidente executivo da Fly Baghdad.
Washington tinha imposto sanções alegando o apoio às operações da Guarda Revolucionária, o Exército ideológico do Irão, bem como aos aliados deste grupo militar iraniano noutros países da região, como o partido-milícia Hezbollah no Líbano, o Kataeb Hezbollah no Iraque ou a Guarda Republicana Síria, leal ao ex-presidente sírio Bashar al-Assad.
EUA e Irão estão em guerra desde 28 de fevereiro, na sequência de uma ofensiva conjunta israelo-americana, a que Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.
O Irão anunciou hoje que chegou a acordo com Omã sobre uma nova rota marítima no estreito de Ormuz, mas avisou, no entanto, que a conclusão do entendimento não significa a reabertura imediata da estratégica via.
As negociações entre o Irão e Omã, dois países que fazem fronteira no estreito de Ormuz, decorrem há dois meses de forma "profissional" e "progressiva", segundo a República Islâmica, com objetivo de estabelecer uma rota segura para a navegação comercial e definir um mecanismo para regular o tráfego marítimo, tendo em conta os aspetos técnicos, jurídicos, de segurança e ambientais.
O diálogo entre as autoridades de Teerão e Mascate ocorre após o colapso do memorando de entendimento assinado por Estados Unidos e a República Islâmica em 17 de junho, que previa um cessar-fogo imediato e a abertura de negociações durante 60 dias com vista a um acordo de paz definitivo.
As partes voltaram, porém, à confrontação militar, com Teerão a repor as restrições no estreito de Ormuz, por onde antes da guerra passava 20% do comércio petrolífero global, e Washington a aplicar novamente um bloqueio naval aos portos iranianos.
O líder da Casa Branca ordenou, entretanto, uma suspensão dos ataques aéreos, alegando que agiu a pedido dos países mediadores e da própria República Islâmica, que no entanto desmente a existência de conversações com Washington, mas não com Omã.
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