Tarifas: Colômbia pede aos EUA suspensão para ajudar reconstrução após sismo

O novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, pediu aos Estados Unidos (EUA) a suspensão das tarifas para ajudar na reconstrução, após um sismo que matou pelo menos 294 pessoas.

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Numa mensagem publicada na rede social X, no sábado, o chefe de Estado de extrema-direita disse que tinha pedido um favor ao aliado, o líder norte-americano Donald Trump.

“Pedi-lhe que considerasse a suspensão temporária das elevadas tarifas sobre os produtos colombianos”, escreveu De la Espriella.

As tarifas impostas pelos EUA aos produtos vindos da Colômbia aumentaram de 10% para 12,5% no final de julho, com exceção de certos bens, incluindo o café e o petróleo.

Os EUAanunciaram na sexta-feira mais 11 milhões de dólares (9,5 milhões de euros) em ajuda humanitária à Colômbia, elevando a assistência norte-americana para um total de 26,5 milhões de dólares (22,9 milhões de euros).

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O Departamento de Estado indicou que também está a utilizar o apoio do Comando Sul do exército dos EUA, responsável pela América Latina, para transportar mantimentos de emergência do Miami para a Colômbia.

“O Departamento de Estado continua a coordenar-se com o Presidente colombiano Abelardo de la Espriella e o Governo colombiano para avaliar e responder às necessidades decorrentes do sismo”, afirmou o departamento, em comunicado.

Após o sismo, a Colômbia recebeu ajuda humanitária de vários países, entre os quais o México e a União Europeia.

Também no sábado, o Governo chinês anunciou que irá prestar à Colômbia assistência financeira de emergência e ajuda humanitária para apoiar os esforços de resposta e reconstrução.

O anúncio, divulgado em comunicado por Tang Ying, porta-voz da Agência Chinesa de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, não forneceu detalhes específicos sobre o montante da ajuda, o tipo de mantimentos a enviar ou quando a ajuda chegará ao país da América Latina.

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O número de mortos pelo sismo que atingiu a Colômbia na passada segunda-feira subiu para 294, mais seis do que na anterior contagem, enquanto o número de desaparecidos aumentou para 320, segundo um boletim divulgado no sábado pela Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres.

A agência aumentou ainda o número de feridos para 3.935 e informou que foram resgatadas 353 pessoas. O número de famílias afetadas atingiu as 54.008, representando 115.461 pessoas em 448 municípios de 15 dos 32 departamentos do país.

O número de casas destruídas aumentou de 12.504 para 14.493, enquanto outras 81.506 foram danificadas e 66 edifícios ruíram.

O sismo registou uma magnitude de 7,4, na escala de Richter, cujo máximo é 10, segundo o Serviço Geológico da Colômbia (SGC).

Este foi o abalo mais forte a atingir a Colômbia nos últimos 25 anos.

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De acordo com o SGC, até à noite de sexta-feira última tinham sido registadas 256 réplicas, 17 delas com magnitude superior a 3,0 e duas acima de 4,0.