A reabertura "é absolutamente um momento marcante da história desta instituição", afirmou Pedro Penim em entrevista recente à agência Lusa, a propósito da renovação do centenário edifício, no coração de Lisboa, que acolhe o teatro nacional desde 1846.
O Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII) estava fechado desde 2023 para obras de requalificação, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas foi criado um programa, intitulado "Odisseia Nacional", de apresentação de espetáculos e outras atividades "por mais de 100 municípios".
"Chegou finalmente o momento de abrir portas aqui do edifício do Rossio e de apresentarmos a nossa programação que está muito imbuída deste tempo em que estivemos fora", acrescentou o diretor artístico do teatro.
Até domingo, o programa de reabertura conta com várias iniciativas de entrada livre, sujeitas a levantamento de bilhetes, incluindo hoje a estreia da peça "Macbeth", de Shakespeare, com um elenco que inclui Bárbara Branco Van Der Ding e José Raposo.
Pedro Penim escolheu para a reabertura a mesma tragédia de Shakespeare que estava em palco a 02 de dezembro de 1964 quando um incêndio devastou o teatro quase por completo.
Hoje está ainda previsto um espetáculo de 'videomapping' e uma atuação dos DJ Beatbombers, Marfox e Zengxrl. No sábado há visitas ao teatro, o lançado do livro "Macbeth" e no domingo o espetáculo "Coro do recomeço", a decorrer em vários locais do edifício.
Nas vésperas da reabertura do teatro nacional, a comissão de trabalhadores alertou para "o cansaço físico e psicológico" da equipa e para "condições improvisadas" de trabalho, citando falta de mobiliário e problemas como bloqueios de elevadores e monta-cargas, falhas no sistema de deteção de incêndios e inexistência de ar condicionado.
Em comunicado, a administração do teatro nacional garantiu que a reabertura ao público decorrerá com as condições técnicas e de segurança exigidas por lei e que a queixa dos trabalhadores diz respeito ao programa "Prólogo", realizado em junho e julho, quando o edifício se encontrava ainda "numa fase de entrada em funcionamento, teste e afinação dos sistemas e equipamentos".
"As situações identificadas foram imediatamente sinalizadas e acompanhadas pelas equipas responsáveis pela obra, pela fiscalização e pela manutenção, tendo sido resolvidas", afirmou o conselho de administração.
Segundo a administração do TNDMII, a requalificação do edifício representou um investimento de 15,1 milhões de euros do PRR, que permitiu melhorar "profundamente a segurança, a acessibilidade, o conforto e a funcionalidade" do teatro.
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