O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão afirmou, em vários comunicados publicados por agências de notícias iranianas, que disparou drones e mísseis contra instalações militares dos Estados Unidos (EUA) na Jordânia, no Bahrein, no Kuwait e no Iraque.
O porta-voz da Guarda, Ebrahim Zolfaghari, declarou num vídeo publicado pela agência Fars, que os ataques iranianos causaram "graves danos à infraestrutura, instalações, armas e equipamento" das bases norte-americanas e que deixaram "um número significativo" de mortos ou feridos, sem fornecer mais detalhes.
Zolfaghari advertiu que o país vai responder aos ataques norte-americanos de forma "severa e devastadora" e afirmou que os países que cooperarem com Washington "terão de aceitar as consequências" dessa ligação.
O primeiro ataque iraniano teve como alvo o Camp Titin, uma base norte-americana do Corpo de Fuzileiros Navais na Jordânia, com mísseis balísticos pesados.
O exército da Jordânia assegurou num comunicado que dez dos mísseis iranianos foram intercetados, enquanto outros três atingiram zonas "afastadas de centros populacionais", sem causar vítimas.
Posteriormente, o Irão atacou com drones as instalações de uma base norte-americana no Bahrein e afirmou ter lançado mísseis e drones contra instalações militares norte-americanas perto da cidade de Erbil, no Iraque.
O exército do Kuwait indicou nas primeiras horas de hoje que os sistemas de defesa aérea do país estavam a intercetar drones provenientes do Irão.
"As defesas aéreas do Kuwait enfrentam ataques de aeronaves não tripuladas hostis, em consequência da condenável agressão do Irão", comunicou o exército numa mensagem na rede social X.
Teerão responde assim aos bombardeamentos norte-americanos ocorridos na terça-feira, o segundo ataque em menos de 48 horas, após um mês sem que se tivessem registado agressões recíprocas.
Washington afirmou ter atacado "alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica", sem especificar quais, enquanto a Guarda Revolucionária assegurou que os bombardeamentos atingiram uma casa residencial em Sirik, perto do estreito de Ormuz, causando vários mortos, sem especificar quantos, e pelo menos 50 feridos.
Os EUA justificaram o ataque de terça-feira como uma resposta às "tentativas de agressão" do Irão "contra o transporte marítimo comercial no estreito de Ormuz e contra os militares norte-americanos destacados na região".
A primeira agressão, que ocorreu no domingo, teve como alvo a ilha iraniana de Larak, de onde Teerão se preparava para lançar foguetes carregados com minas marítimas contra o estreito de Ormuz, de acordo com Washington, num ataque em que morreram duas pessoas.