O tremor ocorreu às 4h27 da tarde e teve seu epicentro em terra, na ilha de Kyushi, sudoeste do Japão. A ilha fica perto de Uto, na região da cidade de Kumamoto, que foi a mais atingida.
Imagens capturadas no momento dos tremores mostram como as prateleiras de um supermercado, um estacionamento, postes e semáforos balançaram com a força do terremoto.
O fenômeno foi seguido por pelo menos 60 tremores secundários e pôde ser sentido nas regiões de Fukuoka, Kagoshima, Saga e até na Coreia.
As imagens aéreas do Ministério da Defesa japonês mostram uma nuvem de fumaça logo após o tremor. Depois, os bombeiros foram chamados para apagar incêndios em toda a região.
Trezentas mil pessoas tiveram que deixar suas casas.
A primeira-ministra Sanae Takaichi disse que o risco de desabamentos está aumentando e pediu que as pessoas se preparem para procurar locais seguros.
Uma explosão no segundo andar de um shopping fez com que as paredes desabassem e colapsassem sobre o primeiro andar.
Muitas pessoas foram retiradas a templo, mas outras ficaram presas, à espera do resgate.
Os feridos foram tratados em um hospital no sul da cidade.
Os tremores também afetaram os transportes e atingiram locais históricos.
Um trem rápido emitiu um alerta de emergência e parou no momento do terremoto, mas outro descarrilhou. Pontes desabaram, serviços de transporte foram interrompidos em toda a ilha e o aeroporto que atende a capital regional, de mais de 700 mil habitantes, foi fechado.
Já no Castelo de Kumamoto, uma parede de contenção desabou. Um tempo da região ficou sem telhado.
O terremoto causou grande preocupação porque o epicentro foi perto da usina nuclear de Sendai. A Agência Internacional de Energia Atômica informou que a instalação está segura, mas o monitoramento deve continuar porque, segundo especialistas, novos tremores podem acontecer nos próximos dias.
Terremotos são comuns no Japão e o país se acostumou a se preparar e a se proteger deles. Mas nem sempre esse cuidado é suficiente.
Os japoneses ainda têm na memória o grande terremoto de 2011. Na época, quase 20 mil pessoas morreram com os tremores e o tsunami.
As ondas gigantes causaram ainda o pior desastre nuclear deste século 21, com o colapso da usina de Fukushima.
Kumamoto, cenário dos tremores desta terça (28), passou por outro trauma há dez anos, quando terremotos deixaram mais de 200 mortos.
Shopping no Japão desaba após terremoto — Foto: Reprodução/TV Globo
LEIA TAMBÉM