Teste, o único "louro" e 1.000 km: Dois homens foram trocados há 36 anos

Um homem de 36 anos descobriu que foi trocado à nascença depois de ter feito um teste de ADN, em Colorado Springs, nos Estados Unidos. As duas famílias envolvidas estão agora a processar o hospital onde a troca aconteceu - e os dois homens diretamente afetados não se conheceram ainda.

Segundo explica agora a CBS News, tudo começou há dois anos, quando Jeremy Morrison decidiu realizar um teste e os resultados mostraram que os seus progenitores não eram os seus pais biológicos. À estação de televisão KKTV, afiliada da CBS News, Morrison explicou que sempre se sentiu diferente da sua família.

"Nunca tive ninguém na minha família que se parecesse comigo", referiu, detalhando: "Eu sempre fui aquele miúdo louro que se destaca da sua família que tinha toda os cabelos castanhos".

Uma tia de Morrison forneceu material genético para realizar um outro teste de ADN e, feitas as provas e procuradas correspondências, surgiu um nome: Kyle Bylin. Morrison explicou também à publicação que não tem primos, o que indicou desde logo que a hipótese de ter sido trocado à nascença era mais alta.

"Sei que, definitivamente, não estaria no Colorado hoje se tivesse ido para casa com os pais corretos", referiu Morrison, aludindo à família biológica: "Estaria a trabalhar numa quinta com o irmão mais velho que nunca soube que tinha".

Ainda de acordo com o que contou à publicação norte-americana, Morrison acredita que ele Bylin foram os dois únicos bebés a nascer a 26 de janeiro de 1988 no hospital em questão, localizado a mais de 1.000 quilómetros, em Grafton, no estado de North Dakota.

"Eu e o Kyle não crescemos na mesma zona. Não é possível que nos tenham trocado numa creche ou algo semelhante", disse à KKTV.

Ambos os casais que foram pais nesse dia já conhecerem os respetivos filhos biológicos, mas os dois homens ainda não estiveram juntos - e CBS News não dá conta de quando é que os dois planeiam fazer acontecer um encontro.

Todos os envolvidos estão a processar o hospital, que refere, em comunicado, que "está a trabalhar atualmente para perceber esta situação incomum, em que aparentemente dois homens foram separados dos seus pais biológicos em algum momento da sua vida". A unidade hospitalar confirma ainda que os dois homens em causa nasceram naquela hospital no mesmo dia, lamentando "o impacto que esta descoberta está a causar nestas famílias".

"Infelizmente, devido a já terem passado quatro décadas, os registos médicos que poderiam dar informações adicionais já não existem - e nenhum dos funcionários que então trabalhava no hospital ainda permanece nele", lê-se numa nota citada pela CBS News.

No mesmo comunicado, o hospital aponta ainda que "não encontrou nenhuma prova de que o hospital ou algum dos funcionários foi responsável pelo que aconteceu".

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