Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes são os convidados do Conversa com Bial da próxima terça-feira, dia 11, em uma edição gravada no Teatro Sesc, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Ao lado de Dora Jobim, diretora de "Tribalistas – O Baú da Hora Fértil", o trio conversa com Pedro Bial sobre o documentário que revisita registros raros do processo criativo dos artistas, da gênese de canções que atravessaram gerações aos encontros que mantêm viva a parceria iniciada há mais de duas décadas.
Tribalists participam do Conversa com Bial — Foto: Victor Pollak/Globo
Ao longo da entrevista, a conversa passa pela alegria da criação coletiva, pela amizade que sustenta a parceria e pela forma como as músicas nascem entre tentativas, risadas, escuta e rigor. Para Marisa, o filme possibilita ao público acessar um lugar pouco visto: “O documentário permite ver uma coisa rara: a gênese de uma canção. É um lugar que quase ninguém vê. É um lugar que raramente é registrado. Acho bonito mostrar às pessoas esse lado inicial, como nasce uma canção”. Brown associa esse processo a um estado de liberdade e afeto: “Estamos a bordo de um sentimento criativo que, de forma natural, impõe o sorriso. A poesia liberta a pessoa”.
O título do documentário sintetiza esse arquivo de ideias, encontros e melodias guardadas ao longo dos anos. Segundo Marisa, ‘O Baú da Hora Fértil’ representa “um filme sobre o nosso processo de criação: coletivo, criativo, espontâneo, caótico, afetivo, relaxado e divertido. Mas, ao mesmo tempo, rigoroso”. Arnaldo Antunes também ressalta a força da presença no processo do trio: “A gente compõe às vezes por e-mail, por telefone, mas, no nosso caso, funciona muito a presença, o estar junto. As músicas saem com uma facilidade espantosa”. A conversa retoma ainda a permanência de sucessos como ‘Velha Infância’ e a origem de ‘Já Sei Namorar’, além dos encontros que aproximaram Marisa, Arnaldo e Brown.
Carlinhos Brown, Marisa Monte e Arnaldo Antunes — Foto: Victor Pollak/Globo
Dora Jobim, que acompanha os Tribalistas desde os primeiros registros do grupo, conta que a ideia inicial não era realizar um longa-metragem, mas documentar a gravação do disco. Com o passar dos anos, o material foi se acumulando entre estúdio, sessões de fotos, turnês e novos encontros. No encerramento, o programa também aborda os projetos solo dos convidados, como os shows de Marisa com orquestras, o encontro de Carlinhos Brown com a Orquestra Ouro Preto e o novo álbum ao vivo de Arnaldo Antunes, registro do show ‘Novo Mundo’, em uma entrevista que celebra a história de uma parceria que segue atravessando palcos, discos e gerações.
‘Conversa com Bial’ vai ao ar na TV Globo às terças-feiras, após ‘Pablo & Luisão’. O programa tem apresentação e redação final de Pedro Bial, direção de Fellipe Awi, direção artística de Gian Bellotti e produção de Anelise Franco. A direção de gênero é de Monica Almeida.
Tribalistas no Conversa com Bial — Foto: Victor Pollak/Globo