"Ele me respondeu. Nós nos damos muito bem. Kim Jong-un sempre me tratou com grande respeito", disse Trump a repórteres na Casa Branca.
➡️ No domingo (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que o Pentágono reduza drasticamente os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.
Ao anunciar a redução, em uma publicação em sua rede social Truth Social, Trump afirmou que Seul não quis "ajudar" Washington com a guerra contra o Irã e criticou a negativa. Embora não tenha relacionado a recusa do governo sul-coreano à sua decisão de diminuir as manobras conjuntas, ele voltou a mencionar o caso.
"Eu liguei ao presidente da Coreia do Sul e disse: 'Nós não precisamos de ajuda com o Irã. Mas se vocês quiserem, deem-nos uma ajuda com o Irã'. E ele disse: 'não, obrigado'. Eu estou os protegendo do vizinho deles, o Kim Jong-un, e eles não quiseram ajudar em uma operação militar fácil no Irã. Isso é estranho. Então, por que nós estamos envolvidos em ajudá-los?", declarou Trump.
Da esquerda para a direita: presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un. — Foto: Mark Schiefelbein/AP/Annabelle Gordon/REUTERS/KCNA
No domingo (16), Trump anunciou que havia ordenado a redução das manobras conjuntas com Seul. Na ocasião, ele também criticou a recusa do governo sul-coreano em participar de ações contra o Irã.
Horas antes do início programado dos treinamentos, Trump afirmou em sua plataforma, a Truth Social, que, embora fosse tarde demais para cancelar as operações totalmente, ele "não estava feliz" com o fato de os EUA terem concordado previamente em participar.
Os exercícios militares anuais, batizados de Ulchi Freedom Shield, estão programados para ocorrer entre 17 e 27 de agosto, com a participação de cerca de 18 mil militares sul-coreanos.
Segundo autoridades militares, as manobras deste ano devem incluir operações de combate a drones, interrupção de sinais de GPS e defesa contra ataques cibernéticos, visando adaptar as tropas às novas capacidades bélicas da Coreia do Norte.
A Casa Branca e o Pentágono não responderam de imediato a pedidos de comentários sobre a ordem do presidente.
Na publicação, o presidente americano justificou a decisão citando sua "relação muito boa" com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.
"Esses exercícios não são apenas caros... mas enviam um sinal totalmente inadequado e hostil a um país que, desde que Donald J. Trump é presidente, não tem representado ameaça e tem sido respeitoso", escreveu Trump.
O republicano também usou a postagem para apontar a postura da Coreia do Sul no conflito que envolve os EUA, Israel e o Irã.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, caminha para embarcar no Air Force One em Morristown neste domingo (16) — Foto: Ken Cedeno/Reuters
"Embora um pouco não relacionado (?), perguntei recentemente ao presidente da Coreia do Sul se eles gostariam de se juntar a nós na desnuclearização da República Islâmica do Irã, e eles disseram: 'Não, obrigado!'", relatou.
Pyongyang denuncia rotineiramente os exercícios entre Washington e Seul, classificando-os como preparativos para uma invasão.
Na última quarta-feira, a Coreia do Norte disparou um míssil balístico de sua costa leste em direção ao Mar do Japão, segundo militares sul-coreanos e japoneses. A ação ocorreu seis dias após um lançamento semelhante de curto alcance, em 6 de agosto.

Agora no g1
Guerra na Ucrânia
Autoridades militares dos EUA afirmam que as tropas norte-coreanas, que têm lutado ao lado da Rússia na invasão da Ucrânia, ganharam experiência no conflito europeu — especialmente no uso crescente de sistemas não tripulados (drones), guerra eletrônica e operações cibernéticas.
Na semana passada, o governo ucraniano relatou que mísseis de fabricação norte-coreana foram usados em um ataque russo contra uma siderúrgica em Zaporizhzhia.
A ofensiva matou sete trabalhadores e forçou a paralisação da produção no local. Mísseis hipersônicos russos Zircon também teriam sido empregados no ataque.
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