A Nasa prepara uma espaçonave interplanetária movida a energia nuclear para ser lançada em direção a Marte no final de 2028. O projeto foi citado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (28), durante uma visita ao Centro Espacial Johnson, em Houston.
Segundo Trump, a espaçonave poderá ser a primeira de uma futura frota norte-americana voltada a tornar as viagens pelo espaço mais frequentes.
O projeto, chamado Space Reactor-1 Freedom (SR-1), pretende demonstrar o uso de um reator de fissão nuclear para propulsão além da órbita da Terra.
A missão terá Marte como destino e deverá realizar um sobrevoo do planeta, além de liberar uma carga científica. O lançamento está previsto para 2028 e a chegada, para 2029.
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Como funcionará a espaçonave?
A Freedom utilizará um sistema de propulsão elétrica nuclear. O reator espacial será usado para gerar eletricidade, que alimentará o sistema de propulsão elétrica da espaçonave.
O veículo terá aproximadamente 12 mil quilos e utilizará urânio de baixo enriquecimento de alta concentração (HALEU) como combustível.
O sistema contará ainda com conversão de energia elétrica de ciclo Brayton fechado de 20 quilowatts e um propulsor Hall de 12 quilowatts.
Entre os objetivos da missão estão operar um sistema de propulsão nuclear-elétrica no espaço, colocar a espaçonave em uma trajetória de escape da Terra e aproveitar a janela de lançamento para Marte em 2028.
Três helicópteros serão enviados a Marte
A espaçonave também levará a missão SkyFall até Marte. O projeto prevê a implantação de três helicópteros marcianos, desenvolvidos a partir do projeto original do Ingenuity.
As aeronaves deverão coletar dados científicos, demonstrar possíveis zonas de exploração e identificar potenciais fontes de água no planeta.
A missão não prevê o pouso da Freedom em Marte. A proposta é realizar um sobrevoo e entregar a missão SkyFall para a exploração do planeta.
O teste também deverá servir como preparação para outro projeto nuclear da Nasa: o Reator Lunar-1 (LR-1).
Tecnologia também será usada na Lua
O sistema é planejado para fornecer energia à Base Lunar da agência durante períodos de escuridão e em regiões onde apenas a energia solar não seria suficiente.
Ao testar primeiro um reator no espaço sem a complexidade adicional de um pouso na Lua, a Nasa pretende adquirir experiência para futuras missões nucleares espaciais.
Durante a visita desta sexta-feira, Trump também assinou um decreto para iniciar a criação da Academia Espacial dos Estados Unidos, instituição inspirada em academias militares norte-americanas.
“Uma nação não pode ser a primeira na Terra se formos ficar em segundo lugar no espaço. Simplesmente não vai acontecer. De alguma forma, isso não funciona assim”, afirmou o presidente.