Trump quer Infantino como próximo secretário-geral da ONU para suceder a Guterres: "É respeitado"

O Presidente norte-americano está a ponderar propor o nome do atual presidente da FIFA, Gianni Infantino, para o novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), avança esta terça-feira o New York Post.

Segundo o jornal, Donald Trump considera que os atuais candidatos a suceder a António Guterres — o atual secretário-geral que termina o mandato no final deste ano — são fracos.

Fonte próxima de Donald Trump disse ao New York Post que Gianni Infantino “é respeitado por toda a gente em redor do mundo”, sendo que, para o líder norte-americano, o presidente da FIFA “tem uma habilidade especial para unir as pessoas”.

Não é claro ainda se o atual presidente da FIFA deseja candidatar-se ao cargo de secretário-geral. Além disso, todos os membros permanentes (França, Reino Unido, Estados Unidos, Rússia e China) e não permanentes do Conselho de Segurança da ONU teriam de aprovar o seu nome.

Donald Trump aproximou-se de Gianni Infantino durante os preparativos para o Mundial de 2026, que ocorreu nos Estados Unidos, Canadá e México. O suíço de 56 anos saiu em defesa do líder norte-americano por várias vezes e até chegou a conceder-lhe o Prémio inaugural da Paz da FIFA.

Próximo de Donald Trump, Paolo Zampolli, empresário que atua como enviado especial na administração Trump, assinalou ao New York Post que “só o Presidente Trump poderia ter uma ideia tão genial”.

Paolo Zampolli considera que Gianni Infantino “faria um ótimo trabalho” na ONU e que “é querido por todos” — descrevendo-o como alguém que “potencialmente traria uma energia renovada” para a organização internacional.

“Há alguma semelhança” entre os cargos de presidente da FIFA e secretário-geral da ONU, enfatizou Paolo Zampolli, explicando: “Nas Nações Unidas, é preciso lidar com 193 Estados-membros. Na FIFA, há mais de 200 membros e o excelente historial de Gianni mostra que ele sabe como gerir as coisas”.

“Se pudéssemos organizar um grande evento em qualquer país do mundo, até na Coreia do Norte, seria o primeiro a ir”, costuma dizer Gianni Infantino, o líder que não se furta ao trabalho quase de relações públicas como qualquer multinacional faz para chegar aos seus objetivos e que faz questão de dizer sempre que a FIFA tem mais membros do que as Nações Unidas. Sempre com um propósito: “É o futebol que tem de unir as pessoas e que tem de dar esperança ao mundo”.

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