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O responsável pelo departamento de comunicação da Presidência da Turquia, Burhanettin Duran, rejeitou, numa mensagem nas redes sociais, as "acusações infundadas" feitas pelo "genocida" Benjamin Netanyahu.
Duran lembrou que o líder israelita é alvo de um pedido do Tribunal Penal Internacional (TPI) por alegados crimes de guerra na Faixa de Gaza.
"É incompatível com os ideais de paz, legalidade e diálogo representados pelas Nações Unidas que o genocida Netanyahu — contra quem o TPI emitiu um mandado de captura por crimes de guerra e crimes contra a humanidade — utilize a tribuna da ONU para lançar acusações infundadas contra a Turquia e o seu Presidente [Recep Tayyip Erdogan]", afirmou o responsável turco.
Na sua intervenção na quinta-feira na 81.ª Assembleia Geral da ONU, o primeiro-ministro israelita de ser "um tirano".
Netanyahu acusou ainda o líder turco de deter "o recorde mundial" de prisão de jornalistas e líderes da oposição, negar o genocídio na Arménia, ocupar "ilegalmente o norte de Chipre, membro da UE", de querer apoderar-se da Síria - país que faz fronteira com Israel -, de violar "regularmente os direitos da Grécia, membro da NATO", e de querer governar Jerusalém.
"As declarações insolentes e vis de Netanyahu dirigidas ao nosso Presidente não podem ocultar os seus massacres, a catástrofe humanitária em Gaza nem os procedimentos judiciais contra ele, em conformidade com o direito internacional", afirmou, antes de defender que "a comunidade internacional também reconhece esta realidade" e que "Netanyahu ficou mais isolado do que nunca".
Duran enfatizou que "a Turquia continuará a defender os direitos dos oprimidos" e, em particular, os dos "irmãos e irmãs palestinianos", bem como "um mundo mais justo e a paz, mantendo-se firme perante a injustiça e a opressão".
O representante da missão turca junto das Nações Unidas rejeitou também as "acusações maliciosas e infundadas" feitas por Netanyahu contra o Governo turco.
Já o secretário adjunto da missão permanente do Qatar junto das Nações Unidas, Abdulaziz Fadhalá al-Sulaiti, declarou que as acusações de Netanyahu não mereciam sequer ser refutadas.
O primeiro-ministro israelita acusou o Qatar de financiar mentiras através de universidades norte-americanas e da estação Al-Jazeera, e de fazer uma "lavagem cerebral" às mentes dos jovens para odiar Israel, os Estados Unidos e o Ocidente.
Além disso, defendeu que uma escalada retórica contra o Qatar ou outros países não pode desviar a atenção das "violações" de Israel em território palestiniano ocupado, nem das suas repercussões humanitárias, apesar da tentativa do líder israelita de influenciar a opinião pública mundial, sobretudo entre os jovens.
Foi desta forma que responderam a Netanyahu, que, no seu discurso, criticou duramente ambos os países por "difamarem" Israel com "mentiras" sobre a sua ofensiva militar na Faixa de Gaza.
"Israel fez tudo o que era possível para que [os palestinianos] não corressem perigo. Enviámos milhões de mensagens de texto a alertar os civis para que se retirassem das zonas de combate", afirmou Netanyahu durante o seu discurso na Assembleia Geral da ONU esta semana.

Turquia diz que ataques de Netanyahu contra Erdogan são infundados
A Turquia classificou hoje como infundadas as declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que, num discurso na Assembleia Geral da ONU, acusou o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de ser "um tirano".
Lusa | 02:35 - 25/09/2026