Um incêndio deflagrou numa refinaria de petróleo no noroeste da Rússia, depois de um drone ter caído nas proximidades, disseram hoje as autoridades, numa altura em que Kiev intensifica a campanha contra instalações energéticas russas.
Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›
“Um drone terá caído perto da refinaria de petróleo no distrito de Kirichi. Um incêndio deflagrou e as equipas de emergência estão no local”, escreveu o governador regional na plataforma de mensagens Telegram, sem especificar se houve feridos.
Alexander Drozdenko acrescentou ainda que 42 drones foram abatidos sobre a região de Leninegrado, onde se situam São Petersburgo e importantes instalações portuárias do mar Báltico, enquanto as operações de defesa aérea continuavam.
Na habitual mensagem ao país, na sexta-feira à noite, o Presidente ucraniano Zelensky anunciou o objetivo de lançar até mil drones por dia contra a Rússia.
Para isso, disse que encarregou o complexo industrial e de defesa do país de aumentar a produção de drones de longo alcance.
Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade
“A principal prioridade é reforçar a nossa defesa contra os ‘shahed’ [drones de tecnologia iraniana] impulsionados por reatores e aumentar a frequência dos nossos ataques em profundidade contra a Rússia”, afirmou.
“O objetivo são mil drones por dia para sanções de longo alcance contra a Rússia”, precisou.
Zelensky disse que, atualmente, a Ucrânia lança em média mais de 300 drones de longo alcance contra a Rússia.
“Tem de haver mais. Temos um objetivo muito concreto e vamos alcançá-lo”, insistiu.
Zelensky disse também ser importante garantir que os ataques de longo alcance façam a Rússia sentir-se ainda mais responsável pela decisão de continuar com a guerra.
Continue a ler após a publicidade
O ataque contra a refinaria acontece um dia depois de uma ofensiva aérea russa contra um armazém em Bucha, perto da capital Kiev, ter causado uma enorme explosão e detonações secundárias, deixando pelo menos 37 vítimas mortais.
A Rússia intensificou nos últimos meses os ataques contra a Ucrânia, que invadiu em fevereiro de 2022, desencadeando o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A Ucrânia tem ripostado com mais ataques no interior da Rússia, sobretudo com o desenvolvimento de drones no país.
A escassez de sistemas de defesa antiaérea, em especial os mísseis norte-americanos Patriot, tem sido aproveitada pela Rússia para fustigar a Ucrânia com ataques que atingem zonas civis, embora Moscovo afirme que só visa alvos militares.
As negociações para um cessar-fogo estão paralisadas desde que os Estados Unidos se envolveram na guerra contra o Irão, após a ofensiva que lançaram em conjunto com Israel em 28 de fevereiro.
Continue a ler após a publicidade
Ucranianos e russos mantêm contactos apenas para troca de prisioneiros de guerra e de corpos de soldados.